sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ANTOLOGIA VIRTUAL DE NATAL 2016 - PORTAL CEN - "CÁ ESTAMOS NÓS"





XIX EDIÇÃO - TEMA NATAL.

Realização Portal CEN - "Cá Estamos Nós"

Organização: Maria Beatriz Silva
(Assessora do Intercâmbio Cultural CEN - Brasil/Portugal)
Idealizador: Carlos Leite Ribeiro

(Presidente do Portal CEN – Portugal)

Parceiro: CCMB (Centro Cultural Maria Beatriz) de Laje do Muriaé (RJ) – Brasil


Aos Escritores do Portal CEN – “Cá Estamos Nós”, colaboradores e leitores votos de um Feliz Natal e um Ano Novo de Esperança renovada! São os sinceros votos do Portal CEN – “Cá Estamos Nós” e Centro Cultural Maria Beatriz

 Selo de participação




MARIA BEATRIZ SILVA
Brasil


FELIZ DEZEMBRO!

Transformado na festa do amor
Do perdão, da libertação, da paz em nossos corações
Que este mês seja de oração de reflexão
Não tanto para pedir, mas sim:
De alento da alma, de purificação

Preparando-nos para um novo recomeçar
Recebendo o amor de alma com nascimento de Jesus
E que esse amor possa em nossa vida eternizar.

No despertar de cada amanhecer, que seja gravado
Na página em branco de nossa vida,
Os versos de amor e otimismo,
Construindo na essência a mais bela poesia

Para que o hoje seja a construção
Do nosso próprio amanhã
Na certeza de uma colheita fértil a cada dia!


Maria Beatriz Silva (Flor de Esperança)


AGRIMENSOR AUGUSTO CABRAL
Brasil

UMA DATA INESQUECÍVEL

Um dia, um menino, com 14 anos de idade, resolveu compor a primeira música do seu repertório. O tema escolhido foi NATAL! Então, numa época em que as "valsas" tinham espaço na mídia, aquele menino, com um desejo incontido de homenagear a quem amava, embora ainda um pouco desajeitado, fez com que sua caneta deslizasse sobre uma folha em branco; palavra por palavra, frase por frase. No fim, surgiu diante dos seus olhos a seguinte letra, para a sua primeira valsinha; intitulada:

HOJE É NATAL

Hoje é Natal, feliz noite de paz;
Por Jesus, pequenino, venho aqui, para cantar.
Hoje é Natal, feliz noite de paz;
Por Jesus pequenino, venho aqui, para cantar.
Na manjedoura nasceu, pobrezinho, em Belém.
Mais tarde morreu por nós. Morreremos por Ele também!
Mas, hoje, em serenata eu canto, nesta data tradicional,
Ao som do meu violão, esta valsa de Natal.

Os anos se passaram e aquele menino, que sou eu, cresceu... Mas nunca se esqueceu de quem sempre amou. E, há pouco tempo, já com 70 anos de idade, voltou a ser menino e, EM HOMENAGEM AO ANIVERSARIANTE, escreveu:

FELIZ NATAL PRA VOCÊ!

É NATAL!

E as estrelas, no céu, brilham mais
Porque a grande estrela da paz
Deu ao mundo o seu coração.

É Natal!
E a magia que envolve este dia,
Transformando tristeza em alegria,
Cobre a terra em qualquer direção.

Vêm dos céus, muita luz e canções com um coro angelical.
E aqui, outras luzes sobem aos céus nesta noite de natal...
Lá no céu, pra Jesus, homenagens e canções angelicais.
E na terra, muita paz enfeitando este dia de natal.

Sobre as nuvens, neste dia, com muita emoção,
Muitos anjos, em coro, cantando, interpretam essa nossa canção...
E hoje eu sei que, na vida, o mais importante
É que o Aniversariante mora dentro do meu coração...

Lá no céu, muita luz e canções com um coro angelical.
E aqui, muita paz... Pelo menos neste dia de natal.
Lá no céu, pra Jesus, homenagens e canções angelicais.
E na terra, muitas luzes enfeitando esta noite de natal.

Agrimensor Augusto Cabral

EM VÍDEO




AGUINALDO LOYO BECHELLI
Brasil

PARABÉNS, JESUS CRISTO, PELO SEU ANIVERSÁRIO
2.016 Anos - 25. Dezembro - Bodas de Caná  -  Galiléia

Sim. Jesus 33 era forte.
De corpo também.
Naquele tempo
não tinha serra elétrica.
Ele ajudava o pai,
Zé, São, carpinteiro.
Tinha que serrar no muque.
Quem carregaria aquela cruz?
Sozinho! – O Homem.
Cada baita tora!
Enxotou mercenários.
Encarou Pilatos.
Cristo, não cristo, peitudo.
Não sei por que
nunca o mostraram assim

Sim. Ungido. Ligado. Desligado.
Coragem e simplicidade.
Há de chegar o momento
de tempo para bobear,
jogar fora os elásticos,
gravatas, cismas,
o peso dos ingratos.
Enfim, o escalão: amor.
Viver tudo de nada.
Jesus não veio pronto.
Sem negar luzes,
bem parido, a criatura
se fez filho do Criador.
Não sei por que
nunca o mostraram assim.

Em Caná, no casório,
chegou, já tinham
emborcado tonéis.
Tanto! Acabou o vinho.
Fosse Ele um chato,
aborrecido, panariço,
vento encanado,
não faria o que fez:
pediu seis talhas de água,
transformou-as em tinto.
Novo embelezador.
Sim. Jesus era alegre.
Ria.
Não sei por que
nunca o mostraram assim.

Aguinaldo Loyo Bechelli


ALESSANDRA VIEGAS
Rio de Janeiro, Brasil

A LUZ DO NATAL

Brilha dentro de mim
A sempre viva luz de Natal
A vida tornou-se jardim
Caíram às intenções do mal!

Um menino nasceu - Jesus!
Uma mãe foi feliz - Maria!
Não sabia que em uma cruz
Seu filhinho amado morreria...

Mas ao dia terceiro dia, vencendo a morte
O filho amado voltou à vida!
Maria não contava com tal sorte
E feliz continuou sua lida!

Percebeu que o Natal foi pra ela presente
Desde o dia que mirou o rostinho de Jesus
Por ele eu hoje posso estar contente
Pois meu Natal é cheio de luz!!!

Alessandra Viegas

ALFREDO DE SOUSA PEREIRA

NATAL E CARNAVAL

Natal e Carnaval, que semelhança,
Embora um do outro desigual;
Um é tempo de bem-aventurança
O outro lembra mais o infernal.

Num e noutro a alegria nunca cansa
E, afora a alegria, a diferença é tal
Que, qualquer que seja a dessemelhança,
Nos chega a parecer paradoxal.

No Natal a neve cobre os caminhos...
São as prendas, os mimos e os carinhos...
As crianças em busca de brinquedos.

O Carnaval é tempo de folia...
Espera-se o ano inteiro por um dia...
Por toda a Terra há farras e folguedos.

¨¨¨¨¨¨

NATAL… SÓ

No Natal
Tudo é solidário
E eu…
Sou só solitário.
No Natal
A Natureza vira canção
E eu…
Completa solidão.
No Natal
Tudo é amor
E eu…
Sofrimento e dor.
No Natal
Só luz e beleza
E eu…
Na maior tristeza.
No Natal
Música e alegria
E eu…
Pura nostalgia.
No Natal
Festa da consoada
E eu…
Estou dentro de nada.
No Natal
Completo festim
E eu…
Só me tenho a mim.
No Natal
Tudo é amigo
Mas eu…
Confraternizo… comigo.

Alfredo de Sousa Pereira

AMILTON MACIEL MONTEIRO
Brasil

NATAL FELIZ

O Dia de Natal em casa de meus pais,
outrora, quando eu não passava de um menino,
não tinha luxo algum, mas sempre era divino
de tanto amor que havia... Igual, não vi jamais!
Na saleta um presépio tinha o Deus-Menino
cercado de José,  Maria... E tendo mais
o burro e a vaquinha, mansos animais,
que ali davam o calor ao palco natalino...
Ao lado da singela e humilde estrebaria,
a luz da lamparina antiga cintilava,
tal qual meu coração e os dos meus onze irmãos...
Após as orações, então, papai dizia:
Feliz Natal a todos! E mamãe nos dava
as guloseimas feitas pelas suas mãos!
Amilton Maciel Monteiro

AMÉLIA LUZ

NATAL

Nesse dia
O mundo desperta
Trazendo aroma de paz.
Nasce Jesus,  o Redentor,
Chamando os homens
Para a confraternização mundial.
Pobres e ricos participam
Deste banquete em igualdade.
Pensar que podemos
Nos abraçar e deixar
Em cada abraço
Um pedaço de nós.
Vivamos, pois o espírito natalino
Em união, paz amor verdadeiro.

Amélia Luz

ANDRÉ ANLUB
Brasil

NATAL O ANO TODO

Chegou o tempo do alvoroço,
Para as crianças é o moço velhinho;
Os olhinhos curiosos em espera,
Em tempos de viver vida eterna.

Há! o tempo de reunião em família,
Com copos de vinho, sorrisos – mesa farta;
As lembranças e o altruísmo,
Em tempo de pensar nos ‘vizinhos’.

Natal deve ser tempo de oferenda;
De ser muito mais do que somos;
Doarmos os sonhos, amor e acalanto,
Guardar em um canto a soberba.

Natal flertando com o etc. e tal,
Em trezentos e sessenta e cinco dias do ano,
Abraços que espantam tantos desenganos
E a vil e sinistra desigualdade social.

Chegou o tal tempo do agora,
De arregaçar as mangas e fazer diferença;
Não importando quais sejam nossas crenças,
Pois no jardim do mundo é o amor que aflora.

André Anlub®
http://poeteideser.blogspot.com.br/


ANTÓNIO BOAVIDA PINHEIRO
Brasil

NATAL D’AMIZADE… (2016)

Escoam-se os poucos dias,
Para o Natal chegar,
E em loucas correrias
As crianças vão brincar.

De todo o lado à porfia,
Correm, correm sem parar,
Dão largas à fantasia,
Para as prendas ir comprar.

As lojas abarrotar
De crescidos e crianças,
O Natal está a chegar,
Mais um Natal de esperança.

Lá na casa dos avôs,
Vai-se a família juntar
Para comer as filhós
E o “gingo bel”  cantar.

Vem depois a consoada,
Nessa noite benfazeja,
Noite que é abençoada
Com a missa na igreja.

Chamada a “missa do galo”,
Como manda a tradição,
Será p’ra alma um regalo
E um calor p’ro coração.

Vai chegar o Deus Menino,
Na noite do caramelo,
É Jesus tão pequenino
Em seu sorriso tão belo.

E depois da meia-noite,
Quando os sinos repicarem,
Que o Pai-Natal se afoite,
Para os sonhos embalarem.

Vamos todos dar as mãos,
Numa amizade total,
E todos sermos irmãos,
Todo o ano ser Natal…

António Boavida Pinheiro

ANTONIO CABRAL FILHO
 Rio de Janeiro - Brasil

AUTO DE NATAL

O Homem estava inquieto, andando de um lado a outro do seu habitat, sem saber o que fazer, sem ter com quem afinar as idéias, sem rádio, sem cdplayer nem cd, sem telefone nem celular, sem computador nem internet, até que foi ao seu quartinho de ferramentas, pegou o facão já velho e gasto de tanto amolar, e foi amolá-lo novamente, e amolou-o em sua pedra de amolar, amolou até que ao passar o dedo polegar no fio da lâmina, sentiu um calafrio correr-lhe a espinha e causar arrepio gelado.

Aí então o Homem tomou uma decisão, abriu a porta da sala e saiu para a rua, sob um temporal de fogos colorindo o espaço celestial, e caminhou. Caminhou um quarteirão, mais um quarteirão, outro quarteirão e seguiu caminhando, perdeu-se no ermo da cidade, cidade imensa, imensa de multidão, gente aos borbotões, indo e vindo sem saber pra onde nem por que, e sem saber aonde ia ele também juntou-se à multidão caminhando.

Em determinado momento o Homem encontrou seu objeto de desejo, seu alvo, seu leit motive de satisfação e deu um golpe, outro golpe, e mais um golpe. Um corpo ficou no chão estirado, dentro de um lago de sangue; e o Homem seguiu caminhando, caminhando, respirando com dificuldade, numa ansiedade de cortar o fôlego, com um suor frio e estranho cobrindo-lhe o rosto, e um gosto de sangue nos lábios, como se estivesse sorvendo um vinho suculento, de longínquas safras, entornando pelos cantos da boca.

O Homem chegou em casa. A porta ainda estava aberta do mesmo jeito que ele deixara. Um vento gelado cruzava seu habitat, mas não gemia. Era um vento frio e silencioso.

O Homem sentou-se ante sua companheira inseparável. Não disse nem murmurou palavra. Lançou mão do controle remoto, apertou um botão e pôs-se a assistir ao seu último espetáculo. Viu policiais dando explicações das mais mirabolantes sobre um assassino em série que circulava por estas bandas cujas pistas mantinham em segredo para não atrapalhar as investigações.

Mas era noite de Natal e nada suplantaria a festa da cristandade...

ANTÔNIO DE PÁDUA ELIAS DE SOUSA
Formiga (MG) Brasil

NATAL DE JESUS

Dia de Natal é feriado,
festa do cristão religioso,
anualmente comemorado,
para um Menino Glorioso.

Na Cristã Igreja, sua origem,
celebrando o nascimento de uma criança,
vindo da escolhida Virgem,
pra trazer ao mundo nova esperança.

Um grande chamado a reflexão,
e a um propósito nos conduz,
a verdadeira conversão,
no Natal de Jesus.

Tempo de espiritual limpeza,
no sentido à renovação,
em seu legado a certeza,
confirmada pela aliada comunhão.

Enfeite, música, presente e ceia,
tudo, deve ser insignificante,
diante da fé, então creia,
na grandeza do aniversariante.

Fortaleça com firmeza este elo,
acendendo intensamente esta luz,
viva então o que é belo,
no Natal de Jesus.

Antônio de Pádua Elias de Sousa


ANTONIO PAIVA RODRIGUES

NATAL DE UMA CRIANÇA SONHADORA!

“Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo. Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.” (Chico Xavier).

Toda vida germina através de uma semente, seja ela divina ou não. A mãe Terra verte a água necessária para regá-la, e dar-lhe a fortaleza para seu robustecimento e produção de frutos em abundância. A alegria é o cântico das horas com que o Pai Maior nos afaga na passagem no mundo. Neste mês de dezembro a humanidade se engalana para comemorar a vinda de uma criança, que com sua espiritualidade, difundiu o bem, e pregou o amor ao próximo.

 Ruas, avenidas e residências se transformam, a beleza se instala e a luminosidade cativa e engalana os olhos de quem vê. A natureza se transforma, o dia se torna mais belo e aconchegante.

O mundo Ocidental comemora de variadas formas. Mesas fartas, perus recheados, regados a vinho e a Champagne, engalanam o recinto da família que fará a festa, com ceia especial para comemorar o nascimento do Messias.

 Poderíamos tornar este écran mais alegre, mais lucilante, e por instantes nos vemos inseridos em noites deslumbrantes, aconchegantes, auspiciosas, de estrelas brilhantes e radiantes, num céu esplendoroso de aurora inebriante e fascinante.  Apesar de todo esse aparato, nem tudo é um barato como se diz no jargão popular. A alegria contrasta com a tristeza, entre crianças ricas e pobres.

Ansiamos por um orbe mais humano e espesso, onde todas as crianças pudessem sorrir. Tudo se compra nesta festa, menos o sorriso de uma criança.

 Na vasta solidão que se encontram os pequeninos menos aquinhoados, fazem a sua festa ao bel prazer. Na solidão das ruas, ao sol causticante é um sofrimento constante. O vil metal é aquele que se apuranas ruas, e nem o pão os maltrapilhos conseguem comprar. A fome é a diretriz.

A esperança de um presente estagna na incompetência das autoridades, visto que com dinheiro o esforço é renovador para eles, e a falta uma melancolia para os estropiados. O Bom velhinho, ainda é a esperança dignificante para os meninos de rua, mesmo que seja com o olhar tristonho ao vislumbrar uma bela vitrine de uma grande loja, nos enfeites dos grandes shoppings, e nas belas árvores espalhadas pelas grandes avenidas das cidades. A festa deveria ser igual para todos, mas infelizmente a recíproca não é verdadeira.

Onde estará a igualdade tão sonhada? Oh! Pai Eterno, neste dia lembre-se das crianças esquálidas que morrem de fome no Continente africano, nas vielas e favelas do Brasil. “Aliás, se fomos criados a sua imagem e semelhança” (grifo nosso) porque tanta disparidade entre os seres hominais?  Antes cedo do que tarde façamos o bem sem alardes, só por caridade. A pobreza não é doença apenas indiferença dos ambiciosos e covardes.  Alheios aos sofrimentos, a fome, a miséria que destempera e aniquila. Amigos a saúde e a felicidade são consciências tranquilas.

Que o menino Jesus seja a esperança das crianças indefesas e sem vaidades, que perambulam pelas ruas das cidades a cata do pão de cada dia. Uma mão lava a outra, e as duas lavam a face, diz o velho clichê popular. Então, vamos imantar uma caridade em nosso coração, ajudar um irmão pequenino, para que ele possa sorrir e se inseri na festa magna da cristandade. Muitas dessas inocentes e pequeninas criaturas pensam e meditam baixinho dizendo: Não tenho casa moro na rua, quero sonhar com o sininho do bom velhinho.

Acorda meu filho Jesus nasceu e um presente veio te dar. Vida nobre, casa, comida, escola, alegria, amor puro e um lar. Natal é para mim uma data especial, o menino Jesus iluminou minha vida, deu-me guarida e outra vida para desfrutar. Abençoadas sejam as crianças pobres e ricas, pois nelas residem à esperança de um Brasil salutar. Que nesta noite de natal se o mal te chamas não vás, seja brilhante é fácil conseguir o ouro, pois Jesus o bem nos ensinará.

 Deixai vir a mim as criancinhas, pois elas herdarão o reino dos céus.

Antonio Paiva Rodrigues

¨¨¨¨¨¨
NATAL DE AMOR E DE SIMPLICIDADE

Jesus há muita gente que ignora o seu amor, o sofrimento que passaste para nos salvar do pecado e das asperezas da vida. Mestre querido, amado, idolatrado, és a esperança dos pobres e oprimidos, dos fracos e estropiados. Do seu coração brota o amor, é a fonte divina que desliza clara e bela. Nessa psicosfera de amor reluz felicidades em nossos corações, quando estás pertinho de nós.

Nas telas da natureza teu semblante é esplendoroso e no coração das crianças eis a fortaleza que edifica, deifica e modifica o semblante triste em alegria constante. Sempre te amaremos, mas no natal teu nome será mais exaltado com mais clamor e esperanças. Todos pedem, suplicam uma vida com mais doçura e simplicidade.

A nossa obediência aos teus ensinamentos nos enchem de luz, o amor transforma-se em fonte divina, que desliza clara e bela, mas se está sem disciplina o charco arrasa-a, tal qual a água estagnada e imunda, de pouca profundidade. Nas neves lindas e frias do inverno europeu, no sol causticante do deserto africano, nos mares azuis do Nordeste brasileiro, nos verdes das florestas brasilianas, nas lutas incessantes de cada dia, entre bênçãos e insucessos, Deus faz a luz da alegria, o homem cria os excessos.

Querido Jesus, no dia em que comemoramos o seu nascimento é hora de paz, harmonia e amor. É hora de meditação, de justificar os erros cometidos, as faltas intrigantes, que devemos regar com águas benditas para que floresçam na mais bela psicosfera terrestre a gratidão e a compreensão entre irmãos. A meia noite quando os sinos badalarem anunciando a tua vinda o amor refletirá em nossas faces, em nossos corações no mais lindo apogeu.

Enxuga teu pranto no amor humano vivenciando a destreza de refúgios altaneiros. Jamais faça uma criança infeliz, pois elas são meus filhos amados. A rosa é o símbolo do amor, mesmo assim se não a cultivarmos bem passaremos por provações. Ser leal a Deus, o meu Pai, tal qual ele é… Dá rosas a vida inteira, por mais estrume no pé.

A caminho vejo uma iluminação bela, ruas, lojas e avenidas de um colorido colossal, tudo muito belo, mas se seu coração não imantar o amor esses luzes estonteantes terão o brilho de uma pequena lamparina. A rosa por si só se revela, nos mais diversos caminhos, que uma flor pode ser bela, mesma toda crivada de espinhos.

Espelhe a sua paz interior e isoles as ações deleterianas, a gratidão é ação terna e cheia de esplendor faz o céu brilhar ao raiar do dia, mostrando a força de Deus. No seu apogeumagistral o tempo passa sem que denotemos. Meus irmãos não desejo festas majestosas, ricos deslumbramentos, pois estarei numa estrebaria simples ao lado do meu pai José e de minha mãe Maria, rodeado por uma bela vaquinha e um alegre jumento, símbolos da simplicidade, pois é assim que me sinto bem.

Simplicidade e singeleza substituam a riqueza, pois a minha vinda será alegre e radiante, mas de um aspecto singelo. Que os mais fracos e oprimidos sejam convidados para a ceia do Senhor, visto que vale mais que presentes, é um símbolo de beleza interior. Feliz Natal a todos aos meus irmãos terrenos, grandes e pequenos.

Antonio Paiva Rodrigues

 

ARNALDO LEODEGÁRIO PEREIRA
Brasil

UM NATAL INESQUECÍVEL!... (conto)

O Sr Natalício e D Natividade moram em um bairro qualquer de uma grande cidade.  É uma família pobre, porém levam a vida sem maiores problemas, dentro de uma certa normalidade. Vizinha à sua casa morava a D Sinhá. Uma mulher já de uma certa idade com muitos problemas de saúde inclusive com diabetes (agravado) pela dependência química (alcoólatra). D Sinhá era uma velha só, não tinha ninguém em sua companhia. Não tinha amigos; só alguns vizinhos que a assistiam em suas crises de embriaguez. Havia também um pastor de uma igreja que prestava lhe alguma assistência.

D Sinhá sofria repetidas crises alcoólicas, piorando  muito sua saúde física e  emocional que já era debilitada. Os vizinhos mais próximos corriam lhe socorrer e prestar-lhe assistência material e moral. D Natividade sempre que  podia ajudava materialmente e moralmente D Sinhá. Dedicava-lhe alguns cuidados e a acolhia em seus momentos de crise e extrema agonia. Havia também nas proximidades um jovem que morava só e que sempre cuidava carinhosamente com zelos de um filho de D Sinhá. Porém o quadro clínico de D Sinhá piorou e ela ia ficando cada vez mais debilitada. Más conforme os problemas e a saúde dela aumentavam devido seu precário estado de debilidade física, sua condição de alcoólatra, os vizinhos, principalmente aqueles que mais a assistiam foram afastando-se, deixando-a sozinha. 

O quadro clínico e emocional de D Sinhá chegou a se complicar, ela entrou em depressão, essa depressão foi se transformado em doença crônica!  Ela transformou-se em um farrapo humano, andarilha, morta-viva, quase um fantasma!... À noite, ao deparar-se só, e em meio ao seu delírio e solidão, em seu aparelho de toca-discos, ela ouvia músicas evangélicas ao mesmo tempo em que ouvia música sertaneja boêmia, sempre com o volume aberto no máximo, assim transformou-se em um pesadelo para os vizinhos. Dessa forma ia até ao amanhecer do dia, quando saia pela vizinhança a zanzar igual um Zumbi.

... Passou-se o ano! Chegaram finalmente às festas de Natal e ano novo! Na casa de D Natividade aguardava-se à hora da Ceia... Os vizinhos reuniram-se e montaram uma ceia para D Sinhá, em meio a palavras de incentivo e carinho, tentaram dar-lhe uma ceia normal e o melhor de cada um para que ela pudesse sentir-se amada, acolhida e envolvida em uma atmosfera familiar e de aconchego.

D Natividade preparou uma ceia à parte e a ofereceu para D Sinhá... E... Na hora da ceia, em mais uma de suas tantas crises de alucinação, ela após ingerir bebida alcoólica (em sua casa), perdeu o controle de si e passou a dar espetáculo; xingar e falar mal daquelas mesmas pessoas que a estavam acolhendo.  Fazia ameaças com uma faca de cozinha, gritava e dizia palavras ofensivas. Mesmo sem haver motivo aparente ela passou a acusar D Natividade, lançando ofensas e acusações graves, criando um clima de insegurança, espalhando boatos e calúnias pela vizinhança.

D Natividade fechou-lhe a porta na cara. Trancou-se em casa com seu esposo e filhos resguardando-se assim do vexame e incômodo por parte de D Sinhá, que  implorava ajuda, chorava... Batia na porta,... Pedia para entrar,... Chamava-a pelo nome, até pedia desculpas... O Sr Natalício tentou intervir a favor da mesma; porém de nada adiantou!... D Natividade não a perdoou. Não mais a aceitou em sua casa. Não permitiu que seu esposo abrisse lhe a porta.  D Sinhá, ficou lá fora desprezada! Humilhada! Implorando perdão, e não o obteve!,... 

Trancada com sua família, D Natividade fez sua ceia... Não quis ser incomodada... Aquele episódio certamente contrariava o propósito e o significado maior de uma noite de Natal. D Sinhá permaneceu em sua agonia sem a assistência de um bom Samaritano. Na noite do dia 31 de Dezembro para o dia 1º de Janeiro, D Sinhá teve uma crise alcoólica e faleceu de enfarte, sozinha sem a ajuda de alguém...  D Natividade, naquela noite de Natal, em que é celebrado o amor, o perdão, a compaixão, a tolerância, o acolhimento ao próximo... Em um gesto egoísta, perdeu a oportunidade de ser o Bom Samaritano...

Arnaldo Leodegário Pereira


ARY FRANCO
 (O Poeta Descalço)
Brasil

UMA ESTÓRIA DE NATAL

Escuto na casa ao lado
Manifestações festivas.
Sinto-me só e isolado,
Estou sem alternativas.

Procuro dormir, já sonolento.
Após deitar, chamam-me à porta.
Levanto-me devagar, meio lento.
Quem será? Pouco importa!

Pergunto ao inesperado visitante
Por que tocara a campainha.
Respondeu-me no mesmo instante
Vim apenas te fazer companhia.

Curioso, achei interessante.
Indaguei qual o seu nome.
Respondeu-me ser o Aniversariante.
Perguntei se estava com fome.

Não, respondeu-me com bondade:
Meu nome é Jesus Cristo,
Alimento-me de tua felicidade!
Fiquei estupefato com o imprevisto.

Na casa ao lado todos comemoram
E festejam meu aniversário.
Todos bebem e me ignoraram,
Ficarei contigo no imaginário...

Acordo de súbito assustado.
Improviso rápido uma ceia.
Pode voltar Meu Convidado,
Nesta linda noite de lua cheia!

Ary Franco

(O Poeta Descalço)

CARLOS LEITE RIBEIRO
Marinha Grande - Portugal

CONTADOR DE HISTÓRIAS  - CONTO DE NATAL

Estava frio e cá fora até nevava. A ceia da Consoada estava no fim e era o tempo das pessoas formarem grupos em volta da lareira. Os mais novos admiravam (mais uma vez) as prendas que tinham recebido; as mulheres juntaram-se para combinar o almoço do dia de Natal e, também (presumivelmente) darem umas "alfinetadas" nas vizinhas ou amigas; os homens, mais afastados da lareira. davam mostras de já estarem cansados de estarem ali tantas horas.

O Agostinho, era o que dava mais mostras de estar possuído por um nervoso "miudinho".  Para desanuviar o ambiente, levantou-se dizendo para os colegas:

-  Meus amigos, para o tempo passar mais depressa, vou contar-vos uma história da minha vivência ...

O Luís,  ao ouvir o Agostinho, desenhou com os lábios um sorriso zombeteiro, levantou as sobrancelhas e com graça perguntou-lhe:

- Olha lá amigo, você, por acaso, já não nos contou todas as histórias da sua "vivência”?

Apanhado de surpresa com aquela observação, o Agostinho hesitou,  mas logo se recompôs; ignorando o que o Luís tinha insinuado, e continuou: 
- Eu ainda não vos contei aquela minha façanha de ter construído um avião?... não ? ...
A gargalhada foi geral ! Mas o Agostinho, sem se "desmanchar", começou a contar a sua "vivência":
- O que vos vou contar, meus amigos é pura verdade. Certa vez na minha juventude, construí uma avião ... (está a rir de quê ?...) bom, não seria bem um avião, mas sim uma avioneta, que por sinal me deu bastante trabalho. Depois de ter a avioneta pronta, fiz um plano de voo, apanhei vento de feição, e lá fui eu por esses ares fora. A princípio, era tudo muito lindo. Podia ver lá do alto as nudistas na praia, as hortas, os pomares, as florestas, e até as vacas a pastar ! Tudo corria bem, até que, às duas por três (ainda hoje não sei o que aconteceu), acordei de um maravilhoso e excitante sono, mas cheio de dores por todo o corpo, principalmente na cabeça, onde senti um enorme "galo". Quando abri os olhos, muitas pessoas estavam debruçadas sobre mim, mas todas pareciam desfocadas.
Uma das pessoas que reconheci, foi a Linda (uma princesa prometida), que me perguntou-me se eu me sentia bem. Respondi-lhe que estava ótimo, ou melhor, pensava que estava bem. Com certo custo e ajudado pela tal Linda, levantei-me e então vi que tinha aterrado mesmo em cima de um monte de estrume, o que provavelmente me tinha salvo a vida. 
Notei então que estava fedorento demais, mas depois de um higiénico banho, fiquei como novo ...
Todos estavam presos e curiosos como o Agostinho ia acabar a sua história. E este também notou a expectativa dos seus amigos. Depois de pensar uns breves segundos, sorrindo, recomeçou:
- O único efeito daquele meu voo (ou façanha), foi o facto das vacas, depois da "aterragem",  passarem várias semanas alimentando-se muito mal, pois estavam ficaram muito  nervosas e sempre com as cabeças no ar. Isto com grande arrelia dos donos, que viam os animais cada dia a perder peso ...
- Muito bem amigo Agostinho – disse-lhe o Luís,  que continuou: 
- Espero que seja esta a sua última história da sua "vivência"...
- Olhe que não, olhe que não, amigo Luís. A próxima "vivência" será aquela, quando eu construí um submarino...
A gargalhada foi geral.



                                                                     Carlos Leite Ribeiro



CARLOS LÚCIO GONTIJO
Santo Antônio do Monte (MG)
Brasil

O NATAL DESEJADO POR UMA PEQUENINA CIDADE

A cidadezinha de olhos tristes se vê envolvida
pela pasmosa sensação de ver mais um ano se
escoando com rapidez, como a incansável água de
um rio, que não quer parar.
Eu não vejo o seu rosto, mas eu sei que ele
é lívido de tanta sofrência e de tanto manter bons
ares de paciência, de quem tem mesmo que
esperar! ! !
Seu corpo velho reclama o seu tamanho de
criança e ela demonstrando sapiência se acha
tão caduca pra si alegrar em passeios pelas suas
pracinhas, jardins e outras coisas, assim, banais. . .
Ah! ela já sabe que futuramente será uma cidade morta
toda aquela que se perecer industrialmente:
E por isto ela nem pensa na fumaça ou na poluição, pois
o que lhe importa é poder manter-se de pé como
lugar de morada e de ficar.
Eu tenho certeza que diante das estrelas do
natal a pequena cidade apresentará os mesmos
desejos de progresso e permanecerá com o mesmo
ensejo infrangível de que o céu os abençoe e que
o povo seja capaz de lutar para torná-los realidade.
Mas, entretanto, é preciso que esta evolução
se faça dentro do Direito, pois fora dele não haverá
paz pra tanto!!!
E, ainda, neste natal a pequena cidade não
vai cear, porque ela só irá fazê-lo, quando ela
puder dar condições para que todos possam comer
e beber vinhos iguais. . .

Carlos Lúcio Gontijo
www.carlosluciogontijo.jor.br

CARLOS MÁXIMO (CAIO SODRÉ)
Goiânia (GO) - Brasil

FLORES NATALINAS

Plantei flores
Mas não tive jardins,
Colhi algumas flores
Mas não tive vaso:

Usei os jardins da vida
Das pessoas amigas, famílias
E das pessoas
Que me amam profundamente;

Usei os sorrisos
Dos que me querem bem
Para fabricar vasos de alegrias,
Sonhos, ouro e pratas
Para neles conter
A poesia da minha vida!

É no natal
Que plantemos
E colhemos lindas flores
Para as nossas vidas;
Vidas
Que são como jardins férteis
E há flores natalinas no teu olhar!

¨¨¨¨¨¨
O MENINO

Menino
Que não é feito
De barro,
Que não é feito
De madeira,
Que não é feito
De pedras preciosas,
Ora por homens lapidas.

Menino
Que não é feito
De coisa qualquer
Ou feito do nada:
Esse menino é Jesus, o Rei!
Feito de uma intenção Espiritual
Feito de glória
E poder
Para ajudar o homem
Seus problemas a vencer!

Menino do Espírito Santo,
Essência da purificação
E elo da vida eterna
Porque este sim,
É o Menino Jesus, o Salvador!


CAROLINA RAMOS
Santos (SP) - Brasil

MILAGRE DE NATAL - (com base em fato real)
                                                                                   
Dezembro de 2003. Faltavam poucos minutos para que a noite mais linda do
calendário se completasse. Maria Cândida deixara pronta a ceia da patroa, para que fosse servida aos cuidados das mãos femininas, das quais a família era bastante rica. Tinha pouco mais de meia hora para chegar ao lar e preparar sua própria ceia natalina. Daí, o passo apressado. Puxava pela mão a caçula que se atrasava, fascinada pelas luzes que enfeitavam as fachadas. 

O céu, ampla vitrine, forrada de veludo negro, coruscava repleto de estrelas, como se, naquela noite especial, o firmamento caprichasse na exibição de suas jóias.

No ar, ecos de músicas, risos, preces... De repente, bem próximo, vindo de um desvão escuro, um som diferente que lembrava um vagido abafado.

- O que será isso?! – estranhou a moça.

- Um gato... Deve ser um gato – completou a menina.

- Não, filha... não parece miado de gato!

A repetição do som guiou os passos de Maria Cândida, levando-a até uma
caixa de papelão depositada no chão, rente ao muro de uma casa.

Antes de erguer a caixa, a moça tinha certeza do que encontraria. Por isso, a hesitação provocada pela surpresa.

O choro continuava, cada vez mais fraco. Vencendo o pasmo, mãos nervosas  arrancaram, com pressa, as fitas adesivas que selavam a tampa da caixa.  O rostinho de um recém-nascido, cianosado, e demonstrando sofrimento, encheu de indignada piedade os olhos de Maria Cândida. O cordão umbilical ainda mantinha o bebê ligado à placenta, provando parto recente. Folhas de jornal, manchadas de sangue, forravam a caixa de papelão. Sobre o pano que enrolava o corpo trêmulo da criança, havia um bilhete, escrito em letra de forma num canto de jornal, que dizia:  – Mamãe te ama. (!)

Maria Cândida, indignada, olhou ao redor, como se esperasse ser observada por aquela mãe sem coração, que praticamente “sepultara” o filho recém- nascido, negando-lhe, sem um fiapo de consciência, a menor chance de sobrevivência! Ninguém na rua. Não tivessem ela e a filha passado por ali, em circunstâncias imprevistas e em hora mais imprevista ainda, o óbito da criança teria sido inevitável.

Uma onda de ternura invadiu o coração da moça que apertou a caixa contra o peito como que pretendendo passar para o bebê o calor da ternura que a aquecia. Mais rápido ainda, rumou para casa.

Tão logo chegada, o lar de Maria Cândida pareceu encher-se de luz e de sons com o “presente” que ela trazia nos braços. A ceia de Natal ficou esquecida por completo. Havia urgência em salvar uma vida!

E, para mais sublimar aquela noite, o milagre aconteceu! Lavado e cuidado, o pequenino, alvo absoluto das atenções e do carinho de todos, logo dormia em paz entre lençóis limpos, não, porém, sem antes receber um nome. Um nome também pequenino e perfeito! Um nome imposto pelo momento e espontaneamente aceito por todos – JESUS!  
             
-  E poderia ser outro?!

Carolina Ramos


CATARINA LABOURÉ MADEIRA BARRETO FERREIRA
Rio de Janeiro - Brasil

É NATAL!

Hoje, nascemos.
No amanhã, mergulhamos nossos sorrisos...
Um mundo melhor à nossa espera...
Na busca do outro, a e-terna caminhada...
Enfim, o encontro!
Meu ser...
Teu ser...
Nosso ser...
Nascer.

¨¨¨¨¨¨
GRANDE NOITE

Para todos nós, aqui, de um outro lado deste imenso e mágico Planeta, é também tempo de Natal. Não a neve nos desperta, mas o Sol, forte, grandioso e radiante, em meio ao canto dos pássaros, ao ruflar da brisa e à candura das nuvens, como que numa real e harmoniosa paz celestial.

Os rios e riachos, ingenuamente, continuam o seu percurso numa luta incessante contra as mãos daqueles que, em nome do progresso, devastam, denigrem, tentando mudar os rumos de sua Mãe-Natureza.

O mar, como que em atos de rebeldia, ora avança e se agiganta, bramindo em ecos de repulsa. As flores, oscilantes como a brisa da manhã privilegiada, exalam, de forma melodiosa, o seu perfume para que, num suave despertar, o Sol acabe de nascer, claro como uma cascata em véu de noiva.

Enfim, cai a tarde e, na sua harmonia com a manhã, antecipa-nos, como que em toques de clarins, a beleza do que será a Grande Noite. Lares iluminados e igrejas aguardam, ansiosamente, a chegada do velho Noel, anunciando o seu constante desejo de paz e doação de amor.

No interior de cada casa, a expectativa do que irá acontecer, ou melhor, do que já aconteceu, mas que se revela a cada ano, a cada dia, a cada momento em instantes de magia.

Que cada vez mais a nossa noite de Natal se transforme em Nossas Noites, numa multiplicidade de luzes que reflitam o Amor, o Grande Amor, realizado em cada sonho tão plena e vivamente sonhado.

Catarina Labouré Madeira Barreto Ferreira

 
CEZAR UBALDO
Brasil

AO NATAL

Descei sobre nós, Espírito do Natal
para humanizar o homem na insanidade
e tão distante do seu Ser!
Envia-nos a tua Luz para que a abracemos
e nela nos envolvamos e a difundamos
como alimento real de Comunhão
entre os humanos,
pois não haverá beleza e luz se não houver
o reconhecer em cada homem e mulher,
criança e velho, os saberes próprios
de quem semeia, planta e colhe amor
sobre a Paz,que nasce na raiz da Paz,
nas asas do Natal,silenciando as dores
vitais nos homens e abrindo a alma
como celebração da bem-aventurança irmã,
para que homem e Natal sejam um só
pelo Amor de Deus-Menino,adulto e velho Deus!...

Cezar Ubaldo
DALVA MARTINS FRAHLICH
São Gonçalo (RJ)- Brasil

NATAL - Aniversário de outrora

Recordo com saudade da infância de outrora, onde no dia de Aniversário, era uma. Enorme expectativa em torno do aniversariante, sua família fazia de tudo para agradá-lo, pois todos trabalhavam em prol da festa, a casa era decorada de acordo com a festa, o bolo, o doce, a decoração, os convidados, tudo muito organizado, os presentes eram simples, mas ao gosto do aniversariante: Roupas,
bola,boneca de pano,carrinho de madeira,bolas de godê, pião, álbum de figurinhas,panelinhas,bicicletas, ferrorama,autorama,jogos de todas as espécies.

Hoje as crianças não brincam mais, pois os aparelhos eletrônicos, celulares, jogos de última geração, computadores, roubaram a infância que era maravilhosa.
 As  crianças, no dia do aniversário pedem aos pais para fazerem no Shopping, onde só os coleguinhas, podem curtir ou então os pais gastam uma fortuna fazendo uma festa magnífica, onde os convidados são selecionados pelos pais, pois as crianças hoje escolhem seus presentes, sempre os mais sofisticados, caros e de utilidade tecnológica mais recente. Os avôs hoje quase não participam  destas festas, pois são caretas e ultrapassados, que tristeza!

Ai que saudade daquela infância de outrora! Bolo na mesa, rodando pião, Doce de coco, colher na mão, casa perfumada, brilho no chão, Família reunida, para o festão, onde todos os amigos e familiares curtiam o aniversariante e a festa.

Viva a vida criança, antes que perca a sua infância, antes de ter desesperança!

Dalva Frahlich

 
DÉBORA VITÓRIA BRITO DE PAULA
Taguatinga (DF) - Brasil

TEMPO DE NATAL

Natal,  tempo de
Alegria,
Tempo de harmonia
Tempo de meditar.
Tempo de cantar
Tempo de festejar
Um ágape em família
Todo mundo junto
Nesta mesma casinha
E agora te digo
Meu amigo
Será que você
Quer vir comigo?
Adorar Jesus no presépio
Todos no mesmo teto.
O aniversariante é o menino Deus
Feliz Natal
.
Débora Vitória Brito de Paula
DINORÁ COUTO CANÇADO
Taguatinga (DF) – Brasil

TEMPO DE MUDANÇAS

Inesquecível data se aproxima
Todos esperam-na com emoção
Cantigas tradicionais são ouvidas
Sensibilizando cada coração.

Euforia em comércios lotados
Lembranças são adquiridas
Presentear já virou hábito
Nas experiências vividas.

Personagem principal desse dia
É lembrado em todos os cantos
Jesus Cristo, o filho de Deus
Homenagem, orações e encantos.

Natal, tempo de mudanças,
Devemos agregar valores
Ceia, presentes, isso complementa
Mas, para Cristo, muitos louvores.

Dinorá Couto Cançado

DONZÍLIA MARTINS
Portugal

 “ESTE NATAL CHAMADO CORAÇÃO”

Natal é família, paz, amor, lar, alegria, gente,
Calor, magia, luzes, festa, união…
Porém, este, chamado coração, será diferente
Falta o esposo, o pai, o amigo o avô de eleição.

Não haverá meia, nem luzes a catrapiscar,
Nem sequer ceia, presépio, árvore, esperança
Só uma estrela a mais no céu negro a brilhar
E histórias do avô que ficam na lembrança,

No retrato do natal, ano passado,
Posou toda a família! Eramos dez!
Os quatro netos, os filhos, genro, nora e avô amado!
Este natal somos nove, mais o anjo que Deus fez.

Neste tempo de natal mais pesa a dor!
Dois natais seguidos, “sem anjos”, no hospital!
Este natal será sem o nosso grande amor
Restam luzinhas no abraço divinal.

Haverá também a Alice a perguntar:
Onde está o vovô? -A avó a responder:
-Teve um dói-dói foi ao céu curar.
 A criança parece acreditar para viver,

Ó meus natais de infância, que saudade!
Como era linda a chama da fogueira
Como todo o amor crepitando de verdade
Me fez crescer, viver, ser verdadeira.

Não havia prendas, nem árvore, só amor
E o presépio de barro pousado em musgo verde
A luz da candeia na chaminé dava calor
Acendia a noite, trazia sonhos, matava a sede.

As rabanadas que a minha avó fazia
Eram delícias doces de canela sobre o pão
A história de Jesus contada ao serão, trazia
Paz. Cada palavra rezada se chamava coração.

Donzília Martins
EDA CARNEIRO
São José dos Campos (SP) Brasil

NO MEU JARDIM É NATAL!

Escuto a cigarra,
Canta, canta,
Como se fosse estourar de dor
De amor!

Sua força é vibrante.
A natureza conspira.
Desce o crepúsculo,
As flores se acalmam
Com a brisa fresca
Que desce.

Escrevo no meu mundo,
Quietinha, sozinha.
A casa está imersa
No mais completo silêncio.
Só ouço a cigarra que se acalmou
E seu zz, zz, zz,
É música para meus ouvidos.

Lá vem o Natal, Natal de amor,
De flor, de cigarras cantantes
Neste mesmo jardim mágico.

E, Cristo desceu
Para me falar agora.
O momento é por demais sublime!
Aroma de flores, noite que vem e Cristo também,
Para me saudar e me dizer
Filha minha, eu te curei!

Então, é Natal
Brindemos, pois
Ao menino Jesus e
A Jesus menino.
Podemos comemorar!
Na minha árvore
Há muitos presentes:
Há vida para vocês
Beijos e abraços,
Carinhos e afagos.

Então, meus amigos,
Orai, pois é Natal
E Jesus nasceu!

Eda Carneiro
EMANUEL LIMA
Taguatinga (DF) - Brasil

NATAL

Eis que chega o Natal
Vinde juntos, todos vós
Vamos combater o mal
Perdoando o nosso algoz.
Eis que chega o Natal
Vamos caminhar à luz
Pois é deveras vital
Aceitar o Senhor Jesus.
Eis que chega o Natal
Somos todos irmãos
Vamos combater o mal
Cheios de fé e bênçãos.

Emanuel Lima
FRANCISCO DE PAULA
Taguatinga (DF) - Brasil

FELIZ NATAL

O universo está jubiloso
Cheio de alegria
As estrelas brilham no céu
Anunciando a Glória de Deus
Os homens cheios de esperança
Celebram a noite Santa
Luzes piscam nos lares
Nas praças das cidades
Fogos explodem em todo mundo
As músicas fazem parte da festa
Nas igrejas, os sinos repicam
Convidando o homem
Para a maior homenagem
A criança recém nascida
A participar da eucaristia
Para o filho de Deus homenagear.

Francisco de Paula


FRANCISCO EVANDRO DE OIIVEIRA (Farick)
Belford Roxo (RJ) -Brasil

É NATAL

E como está o mundo?
Estamos na era de Aquários!
Todos esperavam muita paz, harmonia e amor entre os povos.
Mas, é natal! E não há amor, tampouco paz entre as Nações.
A fome, a miséria e a violência vivenciam o cotidiano.
É natal! Assim mesmo Jesus está conosco.
Ainda existe amor naqueles que tem Jesus no coração.

É natal!
As esperanças se renovam... Em sonhos...
Vi o brilho de alegria nos olhos do povo.
Como seria bom renascer as boas ideias.
Percebi a violência ser amainada e eliminada

Reinava a paz!
Nos lares, os alimentos estavam à mesa,
Não havia fome em alguns países!
É natal! Não existia miséria nos países africanos.
A prostituição infanto-juvenil deixara de existir.
É natal! Os crimes hediondos, há muito que deixaram de existir.
É natal! As crianças brincavam alegres...
O trabalho infantil não se fazia presente.
É natal! É apenas um sonho, mas como seria bom
Viver assim em todos os natais.

Francisco Evandro de OIiveira (Farick)
GERCI OLIVEIRA GODOY
Brasil

NATAL DE AMOR

Num distante 24 de dezembro de 1943, minha mãe, meus irmãos e eu, levantamos cedinho e meio as tontas, com sono, saímos para buscar presentes que eram doados aos menos favorecidos. No local de distribuição uma pequena multidão aguardava. Lá ganhamos alimentos, mas saímos tristes, pois faltavam brinquedos e balas. Nossa mãe nos consolava e tentava nos convencer a voltar para casa com o que ganháramos, mas o choro da criançada, principalmente dos menores, fez com que ela concordasse em pedir em outro lugar. O problema foi que nossas mãos foram carimbadas então descemos até o arroio dilúvio, em Porto Alegre, RS, que naquele tempo era bem mais limpo e fácil de alcançar e com água e areia, tentamos tirar a tinta. Depois continuamos nossa jornada. Subimos uma lomba, a rua Barão do Amazonas, lembro que tive dor de cabeça, e nossa mãe, que era nossa fortaleza, estava exausta. Ao chegarmos no local que era no pátio da antiga Igreja São Sebastião, na Avenida Protásio Alves, entramos numa fila que aos meus olhos ardentes de febre, parecia não ter fim. Nossa mãe carregava nosso irmão menor. Minha irmã maior, que tinha treze anos me segurava em seus braços frágeis. Minha irmã de quatro anos choramingava dizendo que lhe doíam as pernas, foi então que alguém vendo aquele sofrimento mandou que saíssemos da fila. Passamos ao local da doação, mas ali surgiu o maior problema, os carimbos não foram de todo apagados, tivemos que mostrar as mãos que nos denunciavam. Lembro muito bem da vergonha que senti, acho que foi a primeira vez que tomei conhecimento deste sentimento e então tive vontade de sumir. Foi ai, que aconteceu o que para mim, foi o milagre daquele Natal. Sentados um de cada lado da entrada, estavam uma mulher e um homem os quais olharam para nossas mãos vermelhas pela areação e azuladas pelo carimbo e nos entregaram as balas, os brinquedos e alguns tecidos de chita muito coloridos. A alegria iluminou nossos rostos cansados e vi no olhar daquelas pessoas muito mais que piedade. Vi amor ao próximo, que naquele momento, eram uma pobre mulher grávida e suas cinco crianças. Eu, tinha apenas cinco anos. Sorrimos agradecidas. Ao chegar em casa a mãe pôs todas as balas num prato e as colocou no centro da mesa. Nossa festa de Natal estava garantida.
À noite enquanto dormíamos, a mãe fez com os tecidos doados, vestidinhos para mim e minha irmã menor, a mão, pois não tinha máquina de costura. No dia de Natal minha febre havia passado. Mamãe fez um gostoso almoço recheado de carinho. Meu pai, que tinha um jeito sério, não escondia a alegria. Acho que ele jamais ficou sabendo da nossa artimanha para conseguir tantos presentes, Pois se soubesse teria nos passado um grande sermão.
Crescemos e graças a Deus somos todos pessoas honestas e caridosas, como o foram nossos pais.

Gerci Oliveira Godoy

GRAÇA PIMENTEL

Brasília (DF) – Brasil

NATAL TODOS OS DIAS 

Toque o sino
Para despertar a consciência
E anunciar a boa nova
Ressoe os sons do badalo
Por tantos espaços
E atinja o ápice dos sentimentos
Para a compreensão
Da mensagem universal
Na sua magnitude
Na sua simplicidade
E ele sorrirá
Porque aprendeu-se a lição
Salve a solidariedade
Salve o amor
Viva a vida
Nos badalos de toda lida
Nos anos todos
Feliz Natal!

Graça Pimentel
HELENITA RABELO DUARTE
Brasil

FELIZ NATAL

Aqui estamos nós esperançosos,
O natal está chegando...
Novos olhares, novas emoções...
Rever amigos e familiares,
É tudo de bom!
Sonhar, cantar, sonhar são ações que fazem parte de nós!
Sonhamos com o sorriso de criança.
Cantamos em nome da paz!
Sonhamos com o céu bordado d’estrelas!
Por contemplarmos o horizonte azul,
Como as crianças em seu momento de luz,
Feito estrelas na terra iluminando a paisagem!
Aqui estamos nós inspirados,
Feito poetas e poetisas em seu momento de inspiração,
Em meio à paisagem natalina...
Montamos a nossa árvore de natal!
Semeamos a semente do amor em forma de poesia,
Desejamos paz, saúde a todos os fraternos...
Ecoamos o nosso canto natalino,
Feito sábias laranjeira com o seu canto melodioso,
Voejando entre as belas florestas verdejantes!
Aqui estamos nós amigos dos amigos do portal CEN,
Mais um ano de realizações, novos desejos;
Natal é sinônimo de amor entre irmãos.
Batem os sinos amigos de coração!
Blim-blém, Blim-blém, Blim-blém...
Feliz Natal! Sempre irmãos!

Helenita Rabelo Duarte

HELOISA CRESPO
Campos dos Goytacazes (RJ) Brasil

NATAL
        
Natal é tempo de mudança,
de transformação,
substituindo
o egoísmo pela generosidade,
a indiferença pela atenção,
a ingratidão pelo reconhecimento,
as palavras ao vento por verdades,
o rancor pelo perdão,
a grosseria pelo respeito,
o medo pela confiança,
a falsidade pela sinceridade,
a inveja pela satisfação do outro.
        
Colocando no lugar
do desânimo - a esperança,
da arrogância - a humildade,
da preguiça - o trabalho,
da dominação - a cooperação,
da tristeza a - alegria,
da  ansiedade - a calma,
do retraimento - a comunicação,
da indelicadeza - a cortesia,
do julgamento cruel - o crítico e construtivo.
        
Trocando
a tensão por descontração,
a indiscrição por prudência,
a instabilidade de humor por bom humor,
a indecisão por determinação,
a desonestidade por decência,
o pessimismo por otimismo,
a contradição por coerência,
a irresponsabilidade por  compromisso,
o mal pelo bem.

Que troca preciso fazer?

Heloisa Crespo


HERALDA VÍCTOR
Florianópolis (Santa Catarina) - Brasil.

ESTRELA DA PAZ

É Natal! Misteriosamente os gestos vão mudando.
Anjos, sinos ornamentando praças e vidraças,
Num encantamento tudo amorizando.

Aqui, ali, uma voz entoa uma cantiga
Num coro que enternece e toca o coração da gente.
De repente, todos querem se fazer presente,
Dar um abraço, lembrar uma pessoa amiga.
É um estado de graça, por menos que se diga.

Ah! Que a voz da humanidade seja um hino
Para embalar e acalentar o choro de um menino
Que nasce e renasce a cada ano no amor.
Descortinem-se as janelas
Ao repicar dos sinos.
Ascendam-se as velas dos altares.
Preparem a casa, a árvore, a mesa
Mas, por favor, homens tenham fé.

Olhem para o céu preparem o coração
Dobrem os joelhos façam uma oração
Cruzem suas mãos louvem o Salvador
Cantem uma canção vejam que esplendor!

Tenham esperança sigam aquela luz,
Que numa manjedoura, sob a estrela da paz
Para acordar os homens uma criança chora.
Nos braços de Nossa Senhora
Com a missão de salvar a humanidade,
Nasce um menino chamado Jesus.

Heralda Víctor

HUMBERTO RODRIGUES NETO
São Paulo - Brasil

"EM VERDADE VOS DIGO...

que nem sempre o Natal é dos lojistas,
nem, tampouco, dos finos restaurantes,
os quais contam, quais meros comerciantes,
com vossas propensões materialistas...

nem culpeis as indústrias da alta moda
de enriquecer mercê do cristianismo,
já que atendem ao vosso egocentrismo
de ser destaque em festas da alta roda...

eu não condeno que ao seu capital
o negociante o justo lucro tome,
mas que não ouse a um pobre, morto à fome,
fechar-lhe a porta neste meu Natal...

em todo lar há sentimentos ledos,
mas de quem sou, poucos de vós lembrais;
até os “meus pequeninos” gostam mais
do bom velhinho que lhes traz brinquedos...

e em tal data, por todos festejada,
mostrais de vós mesquinhos aparatos,
prendas levais a asilos e orfanatos
e o ano inteiro não lhes dais mais nada...

mesmo ante a mágoa desses vãos engodos
entendo vosso espírito imperfeito,
e a ir ver-vos no Natal jamais rejeito,
levando a minha paz ao lar de todos...

mas se fizerdes do Natal bom uso;
se o tornardes da fé divina messe
e orardes ao Senhor singela prece,
não mais serei ali um mero intruso”!

Humberto Rodrigues Neto
ISABEL C S VARGAS
Pelotas (RS)Brasil

CRÔNICA DE NATAL

O Natal ao longo da vida vai tendo significados diferentes, de acordo com a nossa fase e idade.

De minha infância não tenho muitas lembranças da data em si, mas recordo dos brinquedos que tinha do carinho de meus padrinhos e primos comigo.

Quando na adolescência, tinha consciência das dificuldades financeiras e de que na data teríamos uma pequena lembrança, meus irmãos e eu.

Não me detinha na parte religiosa da festa.

A noite de Natal era sempre um momento da família. Quando comecei a namorar meu marido, juntávamos todos na casa de meus sogros. Nesta época ia à missa na noite de Natal bem como depois de casada e com filhos.
O momento de troca de presentes era o auge da festa, pois procurei compensar com meus filhos tudo que me faltou no que se refere a brinquedos e ao consumo em geral.

Passaram-se os anos e comecei, sem saber precisar a época exata, a ter um sentimento diferente com relação à data. Sentia-me insatisfeita, achando tudo uma coisa muito comercial.

No ano de 2007 decidi não comprar presentes para ninguém. Queria fazer uma experiência e provar que poderíamos ser felizes sem presentes, sem gastos enormes.

Uns dez dias antes do Natal fui a uma confraternização com umas amigas e não levei presentes. Para ser sincera, nem me dei conta de levar. Pensava ser mais um encontro.

Ganhei presentes de todas. Fiquei meio encabulada.  Externei meu pensamento sobre o que pretendia fazer na família.  Uma delas me disse: - Não faça isso.

 Vais te arrepender. A verdade é que no dia seguinte saí a comprar presentes para todos, já que ela dizia me conhecer muito bem. E, na realidade conhece, mas naquela ocasião devia ter ouvido minha intuição ou sexto sentido, pois foi um natal de muita dor. Dia 24 por volta das 23 horas, minha mãe morria em uma UTI de hospital vítima de um infarto que sofrera na noite anterior. Os presentes, só foram entregues meses depois.

Depois deste NATAL outro pior foi o primeiro, após o falecimento de meu filho.

Pensei que o mundo havia acabado para mim, mas encontramos força, nos erguemos e seguimos em frente para cumprir a missão a nós destinada.

Moro sozinha, mas não sou só. Tenho minhas filhas e meus netos que nasceram depois dos acontecimentos dolorosos relatados acima, mas não sem antes ter outra dura provação, a perda de meu marido com uma doença contraída após a morte de meu filho.

Hoje tenho cinco netos e por eles comemoramos o Natal com alegria, unidos, com fé que nossos entes queridos vivem em outro plano e um dia nos encontraremos.  Celebramos o amor em Cristo que veio pregar a paz e a grandeza dos homens e da natureza.

A esperança é nossa companheira, cientes que nada morre, tudo se transforma, conforme os ciclos da natureza.

Morrer é renascer para a vida eterna.
                          
¨¨¨¨¨¨

UMA ÁRVORE REPLETA DE SIGNIFICADOS.

Vou montar minha árvore de Natal.
Para que, diriam alguns e eu também,
Em anos anteriores a este,
Se não passo o Natal em casa,
Mas com minhas filhas.
Vou armar para Jesus
Mostrando em cada enfeite,
Meu agradecimento eterno
Por todas as coisas boas da vida.
Agradecerei por minha família,
A saúde de cada um deles,
Meus amigos que me apóiam.
Louvarei a vida em cada sorriso das crianças
 Cujos traços lembram os que já partiram
Mostrando a bondade divina.
Colocarei enfeites coloridos,
Lembrando os sonhos que se realizaram,
Bonecos que já fizeram a alegria de quem foi criança,
Nuvens de algodão que simbolizam os sonhos
Sonhados pelas nossas crianças,
Animais para mostrar a importância de todos os seres,
Músicas que chegarão ao céu,
 E mostrarão aos que lá estão
Que somos abençoados,
 Nos mantemos fortes,
Unidos pela fé, que nos abastece
E unirá nossos corações
Embora estejamos em dimensões diferentes.

Isabel C. S. Vargas

IVAN BRAGA
Taguatinga (DF) – Brasil

ALICE E O NATAL FELIZ DE TODO DIA

O Menino- Jesus encanta o mundo
Caminhando em nós tudo
Luz eterna música da Paz
Continua no fundo da paz
Continua no fundo de cada voz
Sua mãe falando o que faz
O Pai de Toda pessoa a voar de estrela–guia
Alice chega mais cedo na escola
E aponta para Tio Luis o segredo da poesia
Estudando os pássaros fora da gaiola
Alice canta sempre um Natal Feliz
Se lembra da fonte do amor
Diz sempre o que seu interior diz
Alice é uma flor
Alice afirma: “ toda pessoa deveria ter um passarinho
Um passarinho de guia”
Alice,  Alice
Pelo dizer de Alice
Todo mundo deve ser um passarinho
Um passarinho-guia
Alice, Alice
Que cão-guia
Alice falou e disse
Toda pessoa deveria
Ter um passarinho-guia
Ser um passarinho-guia!

Ivan Braga


IVONE BOECHAT
Niterói (RJ) Brasil

N A T A L

Há um momento na vida em que se retoma a lucidez de anjos e coroa-se de glória a natureza humana. O Natal é milagre da própria vida. Jesus nasceu, venceu a morte, ressurgiu no íntimo de cada criatura Deus revelou-se, tornou-se visível e o mundo tocou nos seus vestidos cintilantes de graça. Agora, as luzes da esperança de todos os pinheirinhos se acenderam para comemorar o Natal!

Nem mesmo a incredulidade judaica, a perversidade romana o politeísmo grego conseguiram deter o ministério mais curto e mais completo da história da humanidade. A obra cumpriu-se.

Jesus Cristo não veio para confundir, todavia, “os seus não o aceitaram”. Não tiveram a capacidade de traduzir o código do amor, a senha da revelação e o segredo da cruz. Agora é tempo de preparação para o Natal de Nosso Senhor Jesus! Na páscoa de nossas almas, faltam o pão e o vinho. É necessário que se abasteçam de fé, de amor e dedicação para que a presença divina registre-se, efetivamente, na celebração de Sua memória.

Todas as vezes que o mundo se veste de “papai Noel”, corre-se o risco das fantasias nublarem a verdadeira estrada do presépio de Belém. Ali, no silêncio da estrebaria, a simplicidade do amor, a delicadeza da comunhão, a fortaleza da fé. Cristo deitado na manjedoura e Maria- mãe do amor, ternamente, agasalhando o Jesus - Menino nos braços de José. Tudo tão real, tão sincero, tão pobre de recursos materiais, pleno de riqueza espiritual.

A humanidade ainda não percebeu que a verdade é simples, e, até hoje, a exemplo dos faraós, procura o Rei vestido de ouro, num castelo de mentira, num labirinto de ideologias.

A manjedoura emprestada não existe mais, o berço emprestado, também não, porém, Jesus Cristo, busca insistentemente, pousada nos corações e continua batendo na porta de cada vida.

O Natal existe!

Vamos supor que nada do que os homens acreditam sobre o Natal fosse verdade? 

Que tudo aquilo que os profetas disseram sobre o nascimento de Jesus, indicando até o local, era somente uma historinha pra nenhum boi dormir na estrebaria mais bonita do mundo. Que o coral de anjos nos céus de Belém, cantando a sinfonia maravilhosa, cuja letra a humanidade inteira sabe cantar (quem não canta é porque não quer, mas sabe) era somente para assustar e desmaiar pastores no campo...

Vamos supor que os reis magos, vindos de muito longe, do oriente, talvez de Bagdá, carregando presentes caríssimos, era uma propina e que esses cientistas pesquisadores queriam somente passear, usurpando verbas, em jurisdição alheia, nas barbas de outro rei.

Vamos supor que a fuga da família para o Egito era somente uma excursão para gastar as milhas acumuladas no lombo do burrinho de Nazaré a Jerusalém. Ou que Herodes decretou a matança das crianças só para agradar os aliados da base do seu governo.

Vamos supor que a Escola que Jesus fundou na Galiléia com educação presencial e virtual, com módulos para o ensino à distância, escrito pelos alunos ou que a sua preocupação ao mostrar a importância do uso correto da rede (web) ensinando a acessar,  convidando a Pedro Tiago e João para o seu twiter (segue-me...)  ensinando a Pedro a se ligar ao provedor, dando-lhe a senha (Tudo o que ligares na terra...) foi só uma coincidência com a linguagem virtual de hoje.

Vamos supor que o sermão do monte era uma tese de doutorado, nada mais, e que os valores ensinados eram somente a oportunidade para implantar a merenda escolar, a cesta básica, o vale refeição, o exercício do Pai Nosso supervisionado.

Vamos supor que as curas maravilhosas, que não foram o foco principal do ministério de Jesus, mas sim o Seu plano de salvação serviu somente para atiçar a inveja dos políticos milagreiros e que a cruz foi à sentença por um crime político de traição ao poder dos governantes. Se tudo isso fosse uma metáfora, se vivêssemos só esperando a felicidade e a recompensa na Terra, se não pudéssemos comemorar o Natal, porque Jesus não é o Salvador prometido, é um filósofo famoso, com jornada acadêmica encerrada, então poderíamos  parafrasear o Apóstolo Paulo:

“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. I Coríntios 15:9.

¨¨¨¨¨¨¨¨

NATAL E SOLIDARIEDADE

Natal
suplica solidariedade
na campanha universal do amor
por melhores dias;
o Natal é assim,
recarrega a bateria,
repõe alegrias;
a tristeza você nega,
então refaz alianças,
renova a esperança perdida
pelos  trotes que a vida prega;
quando tudo parece
que chegou ao fim,
o amor resplandece,
rejuvenesce,
renasce a criança colorida,
abrindo portas,
sonhos e pacotes,
batendo palmas pra vida.

Ivone Boechat¨
IZABEL ERI D. DE CAMARGO
Brasil

NOITE DE FRUTOS E BÊNÇÃOS

Em dado momento da Era Cristã, aconteceu uma surpresa, com grandes preparativos. O vento correu, a Terra girou veloz, a Lua beijou o povo, as estrelas dançaram com os planetas, as crianças cantaram baixinho, os sinos repicaram numa ressonância de amor, o ar exalou perfume de flor festiva, os corações choraram de emoção. Ninguém sabia o porquê. A curiosidade espelhou-se nos olhos de todos. Era uma chuva de perguntas, sem respostas. De repente ouviu-se uma voz estridente, era um estudioso, informando:

 — Hoje é Natal. O Papa Júlio I decretou 25 de dezembro como dia da comemoração do nascimento de Jesus, o Salvador.

O povo entusiasmado gritou:

— É Natal! É Natal!

A praça fora iluminada pelos cometas que desciam do céu, as árvores verdes emitiram eflúvios dourados. O colorido se fez. Balões de todas as cores voaram. Chegou o carpinteiro José com Maria muito bela, olhar meigo, doce voz, vestido branco de festa. No colo, um menino para a festa abrilhantar. Seu olhar era de santo, cabelos louros cacheados, seu nome Jesus, o pequeno de gestos grandes.

 Olhou para o pai e para a mãe e falou com muito ardor:

— Deixai vir a mim os pequeninos, com eles quero brincar.

Houve ressonância em sua voz, a criançada vibrou, surgiu uma imagem linda chamada fraternidade. O anfitrião Júlio I sonhou com a recepção e chamou seu velho pai  Noel para gerenciar a festa com eflúvios de luz. “Papai Noel”, velhinho com barba branca, de vermelho enfeitado, encheu um saco  de presentes e saltou de paraquedas. Chegou com olhar de ternura e falou a todo mundo com palavras de oração. Entregou os presentes com os nomes desenhados. Sua voz soou para cada um, dizendo:

Amizade, amor, sinceridade, fé, esperança, humildade, saúde, alegria, lealdade, compaixão, sabedoria e felicidade.

Com estes presentes, a mesa foi construída e todos em prece comemoraram.

 Júlio I, Maria e José acompanharam o fato misterioso. Jesus espalhou energia em ondas que vieram do céu, das estrelas, do sol e de todo lugar. Papai Noel comunicou-se com Deus para a grande sinfonia. O maestro foi Jesus. O som e a voz explodiram. O mundo todo cantou:

“Noite feliz! Noite Feliz!”

Izabel Eri D.  de Camargo

J.R. CÔNSOLI
Belo Horizonte (MG) - Brasil.

NATAL

Do alto da colina avistava-se a aldeia, lá embaixo casinhas cobertas de neve iluminavam-se, uma após outra, com a chegada da noite. Uma brisa leve e gelada soprava do leste, inquietando os ramos dos arvoredos. Estrelas lembravam luminosas pedrinhas de gelo  espalhadas pelo firmamento.

Noite fria, mas límpida e brilhante. As luzes do povoado pareciam piscar devido à oscilação dos ramos, e davam um toque mágico à cena, como se as árvores estivessem enfeitando-se com estrelinhas de luz para aquela noite.

Filetes de fumaça subiam das pequenas chaminés contorcendo-se no ar, revelando o preparo festivo das comemorações.

Uma imensa onda de paz e harmonia invadiu-me os sentidos, proporcionando-me uma indescritível sensação de felicidade, que eu sabia compartilhada com muitos. Parecia que o acesso à consciência universal estava franqueado, que uma sintonia íntima com o cosmos se manifestava.

Percebi o brilho de uma estrela incomum que dardejava raios coloridos sobre a Terra, e pude constatar que toda aquela plenitude de felicidade provinha dela, de sua luz cintilante e magnética.

O que estaria acontecendo? Seria eu vítima de um problema orgânico qualquer, uma complicação cardíaca, ou somente momentos de alucinação provocados pela magnitude da cena?

A sensação intensificava-se... Podia, com facilidade, divisar nitidamente na tela interna do meu entendimento, as ocorrências passadas, vivenciar os acontecimentos presentes e fazer uma precisa projeção dos fatos que aconteceriam no futuro.

Tudo se me apresentava de uma maneira unificada, passado, presente e futuro num único bloco... Claro, transparente, diáfano.

Viajei por mundos fabulosos, percorri galáxias num piscar de olhos, antevi o futuro da humanidade: seres irmanados por uma consciência universal, vivendo na mais perfeita paz... Plenos de alegria e felicidade.

Pude ver que finalmente a boa vontade reinava entre os povos, uma grande alegria aninhou-se em meu coração! A estrela do Natal realmente existia, uma Força Superior tomava conta de todas as coisas.

Acordei!... Os primeiros raios do sol entravam pela fresta da janela, sons harmoniosos dos sinos da igrejinha se faziam ouvir, e meu cachorro, balançando alegremente a cauda, veio correndo dar-me o bom-dia da sua lambida, nessa inesquecível manhã de Natal.

J.R. Cônsoli
JACÓ FILHO
São Paulo - Brasil

VITRINES DO NATAL

Presentes, Noel e ceia são acessórios,
Mudando o norte e sagrados motivos,
Pra Cristo ter sido modelo consultivo,
Da lei vivida no amor, comprobatório...

Mas a festa em si egrégoras alimenta,
Com energias tais, que tudo modifica.
Certamente Jesus abençoa e glorifica,
As generosidades e o que movimenta...

Vislumbres em luz, de quem seremos,
O Natal estimula termos em memória,
Que o grau Crístico, será nossa glória,

Ao seguir Jesus tal como aprendemos,
Além dos presépios, e vagas histórias...
Do átomo ao anjo, seremos trajetória...

¨¨¨¨¨¨

JESUS, O CRISTO

Com a era de peixes vem Jesus, o Cristo,
Predito em profecias estrela guia os Reis...
Canta Deus Amoroso, e Diz como Fazeis,
Pra ter com o Pai no dia e lugar previsto...

Nasce do divino, a quem volta na morte...
Pra batizar com fogo, atuou em Espírito,
Banha o pentecoste com dons explícitos,
Dando aos filhos de Deus um novo norte...

Conexão perfeita entre homens e Anjos,
Que além do amparo, resgata a doutrina...
Revela os segredos que só o céu, ensina...

Há tanto a fazer passados dois mil anos,
Falam sobre Cristo e não seguem a sina...
Embora existam templos a cada esquina...

Jacó Filho
JANI BRASIL

NASCIMENTO

Nasceu!
O sorriso novo
A alegria mais bela
O sentimento puro
A humildade singela!
Nasceu!
A grandeza em Rena
Nos céus em aquarela
Eternidade Suprema
Em bondade e graça
Ninguém o supera!
Nasceu!
Em poderio e majestade
Ele sempre impera
Rei por excelência...
Sobrepujante...
Sábio como ninguém
Sorriso terno
Seu nome é Eterno!
Nasceu!
A luz do mundo
Em manjedoura reluzente
Estrela resplandecente
Em noite de festa!
Morreu!
Não foi reconhecido
Invejas o traíram
Sofrimento sem medida...
Padeceu nas mãos do inimigo!
Morreu!
Carregou humilhação...
Verteu em sangue as lágrimas
Tamanha dor, mas...
Perdoou em estado de graça!
Ressuscitou!
Como havia profetizado
Embora tenham duvidado
Ao terceiro dia...
Seus algozes
Os deixou desnorteados!
Ressuscitou!
A dor já não existia...
Se apresentou a Maria...
Natal!
É nascimento...
É celebração...
É compaixão...
É doação...
É calcular a  ventura de ter
Cristo em nós!
Natal é saber que o Criador do universo me amou tanto...
Que entregou o seu Filho por mim e para mim!
Natal!
Fala de Paz...
Ressurreição...
Alegrias...
Natal fala de encontro...
Natal fala de Salvação!
A Manjedoura está vazia...
A Cruz está vazia...
O túmulo está vazio...
Ele quer nascer em nós...
Para esperança da sua Glória!
Cristo nascendo em cada coração...
Isto sim! É Natal!


Jani Brasil

JANETE SALES DANY
São Paulo - Brasil
http://danysempre.blogspot.com/

NATAL COM OS AMIGOS
(Acróstico)

N -  Nesta noite Especial
A - Avistei no céu uma estrela sem igual
T- Tão brilhante que doía o meu olhar
A - Ali estava a alma do Natal a me chamar
L - Logo fiz um pedido para aquele esplendor

C -  Comecei a cantar o meu hino de amor
O -  Oh estrela, venha iluminar o meu amigo...
M -Mostre o caminho certo e o afaste do perigo!

O - O Natal é uma época de fraternidade
S - Só peço que esta paz dure uma eternidade

A - Ao passar este dia devemos continuar assim
M - Mostrando que somos amigos até o fim
I - Isto é o que mais importa nesta vida
G - Gostar, respeitar e até enxugar a lágrima caída!
O - Oh estrela de Natal peço que nunca deixe de brilhar
S - Sei que a terra viverá em paz quando o amor reinar!

Janete Sales Dany
 
JANSKE NIEMANN
Curitiba - Brasil

NATAL EM TUDO

É Natal nos rostos,
é Natal nas ruas,
nas músicas, nas luzes,
nas velas trêmulas.
De onde vem a inocência?
Onde nasceu essa ternura?
Quem colocou tanto Natal
na neve, na chuva, na luz?
O que acontece nesses dias
que coloca tanto Natal em mim?!

¨¨¨¨¨¨
ENSAIO PARA O NATAL

Uma flauta solitária me entristece...
Até parece
que escuto a minha própria voz chorar.
Uma flauta solitária traz lembranças:
são esperanças
que já não é possível embalar.
Uma flauta solitária geme e chora...
Soluça agora,
e que contagioso soluçar!
Uma flauta solitária me entristece...
Até parece
que a Noite de Natal nos fez chorar...

Janske Niemann Schlenker

JOÃO COELHO DOS SANTOS
Brasil

NATAL – ANO NOVO

Queria voltar por um instante
Ao Natal inocente,
Já tão distante e diferente,
Da minha infância;
Correr com ânsia,
Na madrugada fria,
Ao imponente sapatinho
A reinar nesse trono de fé,
Do reino da chaminé,
Onde o Deus Menino
De braços abertos me sorria,
Ali pertinho, ali ao pé.
 Queria encantar-me,
Ainda de madrugada,
Com a simples surpresa da modéstia,
Do quase nada.
 Queria que o Ano Novo fosse
O recomeço
Dos mais bonitos sonhos,
Sonhos enternecidos, um dia
Interrompidos.
 Queria um Reino de Amor
Sem fome, sem dor, sem guerra…
Em toda a Terra.
 Natal da minha infância, na Saudade!
Ano Novo de meus sonhos,
De Esperança e Verdade.

¨¨¨¨¨¨

FELIZ NATAL

Quebrem-se rotinas
E abram-se os corações
Em canteiros de flores,
Que não sejam de palavras
Mas de sentimentos, de bem-querer,
De amores, de bondade e fraternidade
No exemplo de Jesus,
Que devemos tomar por farol,
Por nossa luz.
 O Mundo será melhor,
Os homens serão melhores,
Haverá mais Justiça,
Haverá menos amargura,
Haverá mais alegria.
 Feliz Natal!
Depende muito de ti…
E de ti!

João Coelho dos Santos
JOÃO PEREIRA CORREIA FURTADO

NATAL
Nas ruas as luzes aumentam
As montras já parecem recheadas
Tudo porque o Menino vem de novo
A dor, entretanto continua e...
Lamentações são muitas e muitas

Norteados desnorteadamente caminham
A morte os persegue até a exaustão
Trazem as mães seus filhos desnutridos
As Raquel´s não querem chorar seus filhos
Lembram-se da Europa e esperam sua compaixão...

Nada esperam senão pão e água e teto
A hora é de clamar para a compaixão
Tudo que tinham a Guerra tomou
A fome é tanta até esquecem o sangue derramado
Lamentavelmente até neste momento há exploração

Na velha barcaça vão aos milhares
A vida de repente continua a ser minimizada
Tal criminoso do pouco tudo toma
Airoso desaparece a tempo e deixa
Lentamente morrer milhares inocentemente afogados.

João Pereira Correia Furtado

JOSÉ CARLOS DE ARRUDA
Rio de Janeiro - Brasil

O NATAL

E o Natal chegou,
Trazendo consigo a esperança.
Com a confraternização dos povos.
Este deve ser o espírito natalino.
Longe deste pensamento
Muitas pessoas estão.
Somente sabem que é Natal
Porque vão exagerar em tudo.
Desvirtuando completamente
O verdadeiro sentido desta data.
 “A comemoração do nascimento
De Jesus Cristo.”
É importante que os homens saibam que:
Jesus Cristo sempre pregou a paz e o amor.
Com isso:
Um pedaço de pão
E um copo de vinho
Podem e devem
Fazer um Natal feliz.
Desde que o espírito
Esteja em primeiro lugar.
Jesus Cristo só quer que nós
Pensemos nele.
E é o que menos fazemos.
As compras e os presentes
De Natal.
Estão alterados em seu
Sentido maior.
Ainda nos cabe falar:
Da árvore de Natal.
Da troca de cartões.
Dos telefonemas.
Do papai Noel.
Das crianças.
Das botas.
Das janelas.
Da chaminé.
Do trenó.
Das renas.
Na mais longínqua
E mais humilde cidade
Vê-se um enfeite diferente.
Piscando
Cintilante
Luminoso.
Abraços amigos.
Esperanças renovadas.
Novos planos.
Novo ano.
Tudo novo.
Vida nova.
E o Natal chegou,
E passou.

José Carlos de Arruda

JURACI MARTINS
(Autora do Portal CEN)
São Sepé (RS) - Brasil

PARA PORTAL CEN
UM ETERNO NATAL

No silêncio do campo curto em horas vagas
A poesia que canta a natureza
Acompanhando o sussurrar do vento
Que vem do leste em rajadas crespas
Bater de cheios em portas e janelas...
Anunciando um eterno Natal!
É o esplendor da natureza encenada
No sopro cadencial, disforme e lento...
Sem pedir licença vem se aglutinar
De quando em vez ao trinar dos pássaros
Compondo versos com seus movimentos.
Olho as aves a riscarem o espaço
Bordam os ares com ricas partituras
Na sinfonia de variadas notas
São Natais de vida e liberdade
Renascendo em cada coração
Um conceito novo de paz e de perdão
Que medra das ações testemunhadas
No exemplo maior do bem que apraz
É Natal no coração da vida...
Na manjedoura tosca é apresentada
A taça da crença para ser sorvida
Em novo tempo, todo de colores
E ébrios de amor agradecer e servir,
E viver sem medos e sem temores
Por todos os Natais que ainda virão!

Juraci da Silva Martins

 
JOSÉ ERNESTO FERRARESSO
Serra Negra (SP) - Brasil
                                          
MANJEDOURA

Momento de introspecção e humildade.
Aconchega-se ali um recém-nascido;
Nasceu o Salvador da humanidade.
José e Maria olham com amor

E demonstram eterna dedicação.
Durante a presença dos pais e animais.
Ouro, Incenso e Mirra são apresentados;
União, Amor, Simplicidade e Dedicação
Realmente, Ele é um rebento iluminado.
Através do Amor seu nascimento foi concretizado!

Nascido numa manjedoura humilde,
naquele lugar santificado.
Sua primeira morada foi uma estalagem,
Sua vida foi uma viagem!

Cresceu, pregou e nos ensinou,
Viveu morreu por nós e ressuscitou!
Sua vida foi de prova e sofrimento.
E nos deixou Amor e Conhecimento!

José Ernesto Ferraresso
JOSÉ HILTON ROSA
Brasil

NATAL

Amigos de pão
Amigos de mote e de cantar
Tocam instrumentos, de invejar
Quando começa a serenar
Da vontade de cantar
Olhando lá no fundo daquela nuvem
Tem afago bem próximo de mim
Fazendo votos no natal
Querendo um beijo seu
Com seu cheiro de jasmim
É natal pela manhã
Na janela o horizonte aparece
Alegre, o dia agradece
O pai se fortalece
Com uma oração a mãe ao Deus agradece
Ao filho um presente oferece
Na margem do rio o peixe aproxima
Natal de luz, ilumina
O alimento é pescado pela mão divina

José Hilton Rosa

 
LARISSA LORETTI
Brasil

NATAL

NATAL! Natal! Enfim Jesus nasceu.
Que pequenino e lindo
Um novo dia agora alvoreceu
de harmonia perdão e bem querer
fez-se criança o próprio Rei do céu.

Vinde ver... Fez-se criança
o próprio Rei do céu.
Um novo dia agora alvoreceu
de harmonia perdão e bem querer.
Já chegam pastorinhas
A correr e Herodes no seu trono estremeceu

A noite silenciosa vem caindo...
Jesus treme de frio
já sentindo desta vida
as primeiras amarguras
ensinando a sofrer
as criaturas.
E assim começa o Criador

Larissa Loretti

LEANDRO MARTINS DE JESUS
Itapetinga (BA) Brasil

NATAL

Em trevas o povo caminhava
De repente uma grande luz
Feliz Natal! Nasceu Jesus!
Nascimento do Salvador
Na cidade de Nazaré
Gabriel foi avisar
A uma virgem desposada
Que a luz iria dar

Não temas cheia de graça!
O Senhor contigo está!
Jesus, o filho de Deus
Do teu santo ventre nascerá

Filho do Altíssimo Ele será
Terá o trono de Davi
Na casa de Jacó reinará
Infinito, seu Reino será...

No tempo em que Quirino governava
Recenseamento César Augusto ordenou
José subiu da Galileia
De Nazaré com Maria viajou...

Seguindo pelo deserto da Judéia
A cidade de Davi avistou
Em Belém, Maria grávida
A gestação se completou

E deu a luz seu Filho primogênito
Envolvendo-o em faixas, reclinou
Dentro de uma manjedoura qual berço
Pois instalação, ali não achou

Um anjo do Senhor apareceu
E aos pastores avisou
Na cidade de Davi hoje nasceu
A Boa Nova, o Grande Rei, o Salvador!

Leandro Martins de Jesus

LEOMÁRIA MENDES SOBRINHO
Salvador (BA) Brasil

NATAL

Toalha vermelha
Pode ser verde também,
A estampada espalha
O ornamentar de Belém.

Mais se quiser ter na mesa
Um sobrepor prateado
Não causará estranheza
Se só tiver o tom dourado.

A casa linda e arrumada,
Com o frescor doce e angelical,
Para o dia alegre de Natal
Receber o amigo, o irmão ou o camarada.

Panetones, bolos, vinhos e frutas,
É o nascimento de Jesus
Que traz esperanças que nos conduz
Com orações das famílias juntas.

Leomária Mendes Sobrinho
LOURICE CONCEIÇÃO SALIBA (Lora Saliba)
São José dos Campos (SP) - Brasil

NATAL

As luzes se acenderam. As árvores iluminadas e coloridas lembram a todos, o dia de Natal. Natal de luz, esplendor, alegria, presentes, sorrisos, abraços.

Natal de Jesus nascendo, renascendo, reacendendo amores, revivendo lembranças, reativando relações.

Natal de amor infinito e incondicional do Cristo vivo dentro de nós. Natal de solidariedade, comunhão de pensamentos, de perdão, de paz...

A árvore resplandecia com suas lâmpadas coloridas. Todos em expectativa aguardavam a entrada de papai Noel. O avô revivendo todos os anos, aquela figura gorducha e barbuda, no calor de dezembro. O saco às costas, com o sininho abrindo passagem, vem seguindo pelo corredor, depois de tanto esconde-esconde.

O controvertido velhinho aproxima-se.

As crianças mais velhas tentando identificá-lo. Os mais novos aceitando a aparição do papai Noel, que entrou só Deus sabe por onde. Assim entre risos e esperanças o bom velhinho chega abençoando a todos. A garotada acotovelando-se, espremendo-se junto a ele para receber os inúmeros presentes.

Cumprida a missão, lá vai o papai Noel, saindo e driblando os pequeninos, para que não desconfiem de quem é ele.

Assim começa a festa com os cumprimentos, abraços e desejos de Feliz Natal...

Essa energia de desejos de felicidade enche o ar e caminha até aquela humilde casinha onde apenas uma luz trêmula e suave clareia a sala. Um garoto, pela janela, olha para o céu, em busca do seu papai Noel, que não vem. Uma lágrima corre pelo seu rostinho. Ele ainda espia para ver se o milagre acontece...  No céu uma estrela vem rolando e entra pela janela transformando-se em uma bola colorida. O garotinho pega a bola contra o peito e dorme em seguida.

Ao acordar, de manhã, conta o sonho a sua mãe. Mas, entre suas mãos está à bola colorida e brilhante, seu presente de Natal...

Lourice Conceição Saliba ( Lora Saliba)
LÚCIO REIS
Belém do Pará-Brasil

NATAL 2016

Dezembro novamente chegou e há alegria
E acolá ou ali há neve ao meio dia
Zelar por todos, o Homem nasceu
Ele é da salvação de cada um a esperança
Moribunda pela violência que cresceu
Belém foi seu berço na fé e na graça
Reunindo no mundo cada coração cristão
Ontem, hoje e para sempre no abraço irmão
Nada em tempo algum mudará a comemoração
Aqui, no polo norte ou no Japão
Tanto faz ser oriental ou de qualquer nação
A festa e a fraternal celebração
Lembrara de igualdade, humildade e união
Dois ou todos os povos em confraternização
Zerando desentendimentos e desilusões
Um coração em alegria e cristã emoções
Seis vezes infinito vivas, aplausos e aperto de mão

Lúcio Reis

 
LUIZ CARLOS MARTINI
Restinga Sêca (RS) Brasil

O NATAL QUE NÃO VEIO

O sibilar do sino entre caminhos
Das casas e suas tábuas de pinho
Da verde mata, sabores de vinho
Forno de barro, pão e o cheirinho

Oração, trabalho e reza dominical
O preto do luto e o branco da cal
Chapéu de palha, horta e avental
Noite breu, sem vela no castiçal

Menino manhoso, lenha do mato
Cadeira de palha, é cama de gato
Calça riscada e um par de sapato
Compadre ranzinza, pai sensato

Parede, foto pintada e suja de pó
Carinho de colo, histórias da avó
Armas de caça, cachorro e bocó
Cesto de arame, taquara ou cipó

Picar lenha, gravetos e machado
Os bois babam no coice do arado
Armazém das compras e fiados
Frutas do mato e pão abatumado

A almoço de cardápio abobrinha
Porco na ceva jaz, faca na bainha
Costuras, remendos  nó na linha
Santa, proteja, a comadre definha

Santo, meu padre, confesso na fé
Céu e carona na fumaça da chaminé
Sigo, pequeno sol, escasso no sopé
Esqueço os espinhos sentidos no pé

Alivio, brincadeiras e banhos de rio
No calor do verão e nos dias de frio
Aposta em corridas, vitória com brio
E ser afilhado de algum compadrio

Sonho latente do Natal que não veio
De uma criança e seus devaneios
Mundo de Deus, nossos pastoreios
Ainda te espero para aquele passeio.

Luiz Carlos Martini
LUIZ POETA
Rio de Janeiro - Brasil
Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
- especialmente para o Natal do Portal CEN -

BÊNÇÃO NATALINA

Nos olhinhos de um menino... Embevecidos
Pela imagem de um instante natalino,
Há um brilho luminoso... Distraído
Que descobre... Num presépio... Outro menino...
Comovido, ele observa... Atentamente...
Os reis magos, a vaquinha, o carneirinho...
No seu peito, uma voz diz... Sublimemente:
- Eu queria ser aquele menininho...
Um anjinho sobrevoa esse momento
E no enlevo delicado desse voo,
Há bem mais que um sublime sentimento:
Ninguém ouve, mas Deus diz: - Eu te abençoo.

Luiz Poeta
MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA
Salvador (BA) Brasil

SONHO DE NATAL

Muito cansado
Com o corpo esmaecido
Voltei do centro animado
Com as compras do Natal.

Recolhi-me para dormir
E tive um sonho encantado
Onde cada presente comprado
Ia diminuindo até sumir.

Ao passo que o presente
Ficava ausente
Um necessitado
Deixava de sofrer, ficando contente!

Jesus Cristo abençoou
Todos que estavam em angústia
E o solitário ficou solidário,
Esquecendo dos seus problemas.

O doente voltou ao normal
E o violento comemorou sem igual
Num sonho de Natal
Onde nada é impossível,
Nada é normal...

Só basta à gente sonhar
E realizar, mexendo com as emoções,
Pois o sonho de amar
Está incrustado em nossos corações.

Marcelo de Oliveira Souza

MARCELO STOENESCU
São Paulo (SP) Brasil

LIRA DOS 80 SIM’S

Havia em mim algo notável
Que me dizia sim ao criar
E esse marco inefável
Dizia sim: liberto embalar

E dos cânticos fiz emergir
A vontade inerte; saudar
Bondade pétrea vê surgir
Sentimentos puros brotar

E de todos que se fez semente
Sol de outrora nostálgico
Nem sei porque...
Calas, tolo riso de agora

Irá ver o teu porvir
Brotar da hera já vencida
Que de tão vaga irá fluir
De sobressalto : “Deusa Perdida”

Sagas! Ira! Cruz de pau!
Sangrou no ventre vencido
O poder do mau Aral
No ventre cru e despido

Guerras já foram duas
Para que mais destruição
Se queres vivas, almas cruas
Ao poder deem a mão

Ó vagas lembranças
Das sagas que o homem riu
O joio e partiu
Por ser imortal
Despiu o cálice cinzento
Sorrateiro...
Punho cego em algo
Ou alga de brilhos
Estribilhos...
II
Sai agora toda vibração
Por gotas saudosas e quimeras
Nas relvas, selva do coração
Hasteiem todas as bandeiras
Manchadas por uma mágoa
Vermelho é a tua saga
O mundo todo imune da praga
Manchadas por uma mágoa
E o mar verde de teu sangue tingiu
Caos, Caos, triste holocausto
Corpos boiando, castiçal arauto
Muitas vidas mi’ alma extinguiu

Bálsamos decassílabos ruiu
A ponte do velho Nicolau
Fio de prumo a bruma riu
Vida surge no Natal
Pão de ló feito de pó
Brilhou o nó na espuma da nau...
III
Creio em corpos solenes
De amálgamas e prismas
De credos e sinas
Joios, boias amenas
Amendoeiras sorrateiras
Prateleiras de lírios
Impugno e ígneo
Pungente lírio só
Esfacela a carne
Que arde a herpes
E o epiderme
Que mal sarne...
Homem só
Lírio nó
Insano pó
Humano...
IV
Ia ao desespero da ambiguidade
Fluir arauto ao solo em desatino
Bailar com tua castidade
O tom certo em rouco hino

Ia ver a transparência sincera
Do cão negro, a tua sina
Nas estradas a cálida espera
E de tão cismada ela afina

Ia ver longínquo casulo peregrino
Fluir cânticos que a vida tange
Es tu mendigo ou menino?
Ígnea voz de longe range

Cáucaso milenar, cristal de busca!
Onírico pássaro de rapina
E com a bruma, apruma a brusca
Do carma que voa em loa da sina

Inerte condição da procura injusta
Que busca nas sementes de agora
Crisálidas balsâmicas,
Metamórfica amora...
V
O véu que cobre o fel
Tão denso como o mel
Rol de crisóis emanam o âmbar
Cristal cálido mal ruge
Mugido louco e amargo ruge
Pelas relvas de heras antigas
Margaridas esquecidas por outrem
Do pássaro que se foi também

O joio calcou semente no solo
E o ventre se calou confuso, tranquilo...
Semente fértil surgiu na hera
O joio fez morada segura
Tranquilo joio fértil
Amor de flor! Brotou, floriu
Virou pó...

Poema escrito em uma noite de Natal para comemorar meus 20 anos de vida, no dia 25/12/1980, acho que de tarde, datilografado em uma Olivett 46.

Marcelo Stoenescu

MARCOS RIBEIRO DOS SANTOS
Taguatinga (DF) Brasil

O NATAL

O Natal é tempo de renascer
Para nova e feliz temporada
Com luzes coloridas
Tempo de montar árvore enfeitada
Tantas vidas, tantas cores
Quanto brilho
Cadê o Amor? Cadê os Amores?
O sino toca no amanhecer
E o coração bate, sem bater
Porque isso acontece
Porque amanhece
Muitos presentes
Mas cadê o Agora?
Sapatinho na janela
É coisa de quem espera.
Cadê a esperança da criança?
Cadê o trenó, sem renas
Movido pelo amor
De quem não espera
Mas já quer
Que o Natal
Seja agora
Sem demora
Seja toda hora.

Marcos Ribeiro dos Santos

MARDILÊ FRIEDRICH FABRE
São Leopoldo - Brasil

DEUS MENINO

Uma estrela radiante de luz
Os Magos pelos caminhos conduz.
Chegou o Deus menino a Belém.
Veio ao mundo dos homens o refém.

Já na pobre manjedoura conduz
O pequeno ser amor e energia
Para a humanidade que traduz
A sua humildade em hipocrisia.

Mardilê Friedrich Fabre

MARIA DA CONCEIÇÃO R. MOREIRA

NESTE NATAL

Neste Natal lembre se de mim
Com um sorriso ou com uma lagrima
Com um perdido afeto entre coração e comércio
Com cores e sombras
Com amores e sobras!
Neste Natal de modas e mundos
De dores profundas ou sortes que abunda,
Nos campos ou na cidade...
Entre velhos, ou de tenra idade, dos fortes da mocidade.
Neste Canto da piedade no labor e na vaidade.
Neste Natal tão igual nas aparências
E diferente para muita gente,
Eu clamo por amor!
Que seja um amor profundo
Que revista um pouco o mundo,
Destes consumidores!

Maria da Conceição R Moreira

MARIA DE LOURDES PIMENTEL
Taguatinga (DF) Brasil

VIRTUDES DE NATAL

A singeleza do natal
O amor em forma de um menino
Inocente imagem,
Num lugar qualquer
Sem repouso.
Na ausência,  sem conforto.
Centelha  de esperança
Que se multiplicou.
Deus corrompe a história
E impõe virtudes.
É o milagre que reclama
Nos meninos Deuses que nascem
Nas favelas, nos lares, nas carências,
Nas mães solteiras, nos desafetos
E  nas exclusões.
A espera dos reis magos,
De uma estrela guia.
De uma história ou de um poema.
Para assim, como em oração,
tornar grandes  as asas dos anjos
E o sorriso de Deus no olhar de uma criança.

Maria de Lourdes Pimentel
MARIA DE LOURDES SCOTTINI HEIDEN
Blumenau (SC) Brasil

NATAL

Mais uma vez é natal...
A pergunta permanece
O que o Natal vai trazer
Pra você e pra mim?:
Sonhos de um mundo melhor...
E todos aqueles sentimentos do natal.
Depois...
Passada a magia da noite,
O que virá?
A ressaca? O Enjoo?
Ou o despertar para uma nova vida?
Não sei...
A cada Natal o mundo deseja
Encontrar o rumo,
Semear a paz, o amor, a esperança...
Depois esquece
E perdido segue
Até o próximo Natal.
Quem sabe neste NATAL...
É NATAL
Nos ramos verdes da esperança
Bolas coloridas enfeitam a vida.
No presépio humilde
A vida se aquieta.
Meu coração vislumbra
O primeiro Natal.
A mãe menina,
O pai ansioso,
A criança dorme
Com a confiança
De que tudo acontecerá
Como fora dito pelos profetas.
E assim aconteceu.
Hoje...
Ah como desejo
O soninho calmo
Do menino amado
Pondo luz e fé nos passos
De um mundo cansado
Que precisa de milagres.

Maria de Lourdes Scottini Heiden

TROVAS ENVIADAS POR
MARIA INEZ FONTES RICCO
 (Presidente da União Brasileira de Trovadores
Seção de São José dos Campos (SP) Brasil)


 AMILTON M. MONTEIRO
 São José dos Campos (SP) Brasil

Sacrário vivo de Deus,
Maria, fonte de luz,
no Natal, os filhos meus,
conserve junto a Jesus!

Este é o pedido que fiz
ao Pai do Céu bem cedinho:
dê um Natal muito feliz
a quem não tem nem carinho!

DECIO RODRIGUES LOPES
São José dos Campos (SP) Brasil

Neste Natal, bela  ceia!
Mas nem tudo se consome...
E com a mesa tão cheia,
 “crianças passando fome"!

Natal é festa de Luz.
Fogos espocam no céu...
Mas se esquecem de Jesus,
abraçam Papai Noel.

 GLÓRIA TABET MARSON
 São José dos Campos (SP) Brasil

Que o espírito natalino
traga aos nossos corações
toda a paz do Deus Menino,
amor e renovações!

Natal, tempo de alegria,
de paz e felicidade;
que seja nessa harmonia,
tempo de fraternidade!

LORA SALIBA
São José dos Campos (SP) Brasil

Quando o Natal comemora
esta festa religiosa,
a fé que se revigora
renasce mais prodigiosa!

Natal é festa, união
da família e do amor;
lembra-nos que em comunhão
vencemos o desamor...

LUIZ MORAES
São José dos Campos (SP) Brasil

Natal não é só presente,
só festa e divertimento,
é louvar Jesus veemente
e aplaudir Seu nascimento.

É sublime e memorável
Natal do Nosso Senhor,
toca na alma tão afável
o seu puríssimo amor.

MIFORI
 São José dos Campos (SP) Brasil

Neste Natal de oração,
no coração das pessoas,
praticando o seu perdão,
lance sementes só boas.

É Natal vamos vivê-lo
todos os dias ou data,
com amor, respeito e zelo,
sem a inveja que maltrata.


 MYRTHES MAZZA MASIERO
 São José dos Campos (SP) Brasil

Natal de fé e esperança
é o que lhe estou desejando:
que eterna e feliz criança
viva em sua alma cantando!

Que a luz e o amor, no Natal,
inundem a humanidade;
que Deus nos livre do mal,
nos dê mais fé e bondade!
  

NADIR GIOVANELLI
São José dos Campos (SP) Brasil

Anjos cantam no Natal,
dorme em Paz Menino-Deus;
com grande amor  divinal
vem sorrindo para os seus.

A  alegria do Natal,
festa de todo cristão,
o amor fraterno é vital,
na paz, louvor, gratidão!
 

MARIA JOSE ZOVICO ROSADA
Brasil

UM SONHO DE NATAL.

Era dezembro verão intenso. Sentei-me na varanda confortavelmente... A brisa era cálida e soturna... Comecei a contemplar no céu aquele mundaréu de estrelas... Faiscantes... Lindas... De repente vi o trenó do Papai Noel, cruzar os céus... Do Brasil...

Alguma coisa assustou as renas, o trenó virou e o Papai Noel, despencou lá de cima... Caiu numa das mãos do Cristo Redentor.

O Senhor aparou-o e o colocou delicadamente no chão; e voltou para seu lugar...
Observei que o trenó virado, entornou os presentes que foram caindo... Caindo... Caindo... Devagarzinho... Sobre as favelas... Guetos... Palhoças... Ocas... Cortiços... Do mundo todo!...

E, neste Natal, nenhuma criança ficou sem presente!...

Então exclamei extasiada: “Que maravilha de Natal!... Só Deus mesmo!

E, com a alma repleta de alegria disse para mim mesma: “Que Natal maravilhoso... mesmo que seja um sonho!”

Maria José Zovico


MARIA LENIR ALVES RIBEIRO
Brasília (DF) Brasil

NASCEU O SALVADOR

Lá na vila de Belém,
Nasceu Cristo, o Salvador!
Anjos deram em louvores,
Graças a Deus, pai de amor!
Quantas bênçãos até hoje,
Agradecemos ao Redentor!
Por sua doce presença
Trazendo graça, paz e amor!
É Natal, abençoa-nos!  Oh pai!
Conduzindo a todos, salvação.
Que vivamos sua verdade,
Com alegria, fraternidade e união!

Maria Lenir Alves Ribeiro


MARIA MENDES CORRÊA
Brasil

O NASCIMENTO DO MENINO JESUS

Simplesmente Maria, é a mãe de Jesus.
Seu amor é divino e repleto de luz.
O Anjo Gabriel, a Virgem anunciou.
Será a Mãe de Jesus, com todo louvor.
Seu esposo será José,  um carpinteiro, porém,
Terás que fugir de Egito, para Jerusalém.
Como Mãe, será exemplo, na alegria e na dor.
E o mundo conhecerá, o mais divino  amor.
E assim nasceu Jesus, após fugir pelo deserto.
Maria e José sofreram, por um caminho incerto,
Negaram hospedagem,  ofereceram a estrebaria
Jesus nasceu entre palhas, sofreu muito Maria.
Uma estrela anunciou ,ter nascido o Salvador
Vieram pastores ,animais ,pra visitar com amor .
Os três Reis Magos trouxeram incenso, mirra e ouro.
Presenteando Menino Jesus, nosso maior tesouro.
Em vinte e cinco de dezembro,  a data linda do Natal .
Muitos enfeites, luzes, presentes, uma beleza sem igual .
Vem até Papai Noel, anjos e um bonito presépio , que reluz
Pra comemorar o nascimento , do Nosso  Menino Jesus !
Os sinos tocam e cantam, celebrando com alegria.
Nasceu o Salvador do mundo, será sempre nosso guia.
A humanidade em oração, pede com muito fervor.
Olhe por nós, Deus Menino, cubra-nos com seu Manto de Amor!

Maria Mendes Corrêa
MARINA GENTILE
São Paulo -  Brasil

NATAL

Está chegando dezembro,  e com ele o natal,
quem me vê sorrindo,  com semblante feliz,
pensa que nunca tive problema,
que para mim tudo é perfeito,
mas também tenho dores, cicatriz.

Celebro o nascimento de Jesus,
esta data é para comemorar,
a família estará reunida,
e apesar de tudo,  em nosso interior,
esta data significa celebrar o AMOR.

Marina Gentile

MARINA MOREIRA PEREIRA
Brasil

JÁ É  NATAL

É Natal!  Vida nova, novo tempo!

O caminho pra Vida Superior,
onde não há tristeza ou desamor...
Caminhe! O progresso é muito lento.


Caminhe e inicie seu labor.
Do labor, brotarão os seus rebentos,
darão frutos, dez, trinta ou cem por cento...
Os frutos, distribui com muito amor.


O amor, os frutos vai multiplicar...
Entre os frutos, se encontra a esperança.
Também se encontra a paz e a bonança.


Caminhe!  Não dá mais para esperar...
Desperta!  Fortalece o ideal.
Acorda!  Afinal, já é NATAL!

Marina Moreira Pereira

MARIO REZENDE
Brasil

COMEMORANDO O NATAL

As cidades em quase todo o mundo
se preparam de todas as formas.
Nas casas um pinheiro decorado,
luzes piscando multicores,
flores e lanternas de papel.
Tradições diversas, várias formas de festejar,
até na praia em alguns países, troca de presentes,
comidas e bebidas típicas variam como a tradição.
Um momento de união e amor universal.
Olha lá! É o Papai Noel!
Pode ser Santa Claus, Dun Lhe Dao Ren e também Natal.
O bom velhinho vem descendo lá do céu,
encher as meias das crianças, ansiosas pelos presentes
que ele sempre traz.

Mario Rezende
www.recantodasletras.com.br/autores/mrrezende

MARTA GAMA
Fortaleza-Brasil

O MENINO NASCEU

E o Menino nos nasceu
Os anjos disseram amém
A estrela brilhou ao longe
Pelas terras de Belém
E Ele em meio à pobreza
Veio propagar o bem.

Jesus, o filho de Deus
Nos trouxe a salvação
E o grande mandamento
Que é amarmos nosso irmão
O melhor de todo Natal
Estar em nosso coração.

Natal é hoje e sempre
Já ganhamos O presente
O sentido é bem maior
E que seja permanente
Essa lembrança em nós
Plantada a boa semente.

Natal de paz para os povos
A fé é que nos conduz
O amor entre os amigos
Harmonia, graça e luz
Que Deus seja o primeiro
E n'Ele o filho Jesus.

Marta Gama
MARTHA SALIM
Bom Jesus do Itabapoana (RJ) Brasil

Abertura
Toda terra, proclame ao Senhor!
Reis dos reis, o Salvador!
Foi profetizado e aconteceu
Fomos transformados
Quando Ele nasceu.
Não somente em Dezembro
O cristão deverá lembrar
     Todo dia é dia do Natal rememorar!
Maria(o anjo à Maria)
- Maria, alegra-te!
 Maria, Maria...
Tu foste escolhida entre todas
 E cheia de graça tu estás
 Alegra-te, pois és bendita
 E o Salvador, conceberás.
Breve tu vais dar a luz
Bendito é o fruto
 Fruto do ventre
 Fruto do ventre, Jesus! 
 
José
(o anjo a José)
Homem  bom, seu nome é José.
Que pertence a tribo de Judá.
Carpinteiro de Nazaré
Um presente de Deus vai ganhar.

- Não temas, não temas, José, no que dizem.
 Não chores, enxugue teu pranto!
 O que foi gerado no ventre da virgem,
 É  fruto do Espírito Santo!

 Jesus, será o seu nome!
Jesus, será o seu nome!
A matança dos inocentes
-Matem todas as crianças
Que nasceram em Belém!
Foi a ordem de Herodes
O Rei de Jerusalém.
-Matem todas as crianças
Que até dois anos têm
E o reizinho que nascera
Morrerá  ali também.
O nascimento
Foram ,José e Maria
Pra Judéia,sem alarde
E ao chegar, que alegria!
Vila de Belém,aguarde!
Há de vir hoje o Messias!

Sem vaga na hospedaria
Pra acolher o visitante
Numa pobre estrebaria
Nasce Cristo, Triunfante!
Deus cumprindo a profecia.

Castelo algum na cidade
Preparado pra criança
Quem nasceu em humildade
É a nossa esperança
De salvar a   humanidade.
 
Maravilhoso  Nome 
Um menino nos nasceu
E um Filho se nos deu
E o seu nome será
O seu nome será
O seu nome será:
Maravilhoso, Conselheiro
Nosso Deus forte, Jeovah
Pai da eternidade
Príncipe da Paz.
 
A  Estrela (os Reis Magos)
Oh! Brilhante estrela
Guia-nos ao Salvador!
Sabedoria  temos
Mas não compara
Com seu esplendor!
No céu,no céu...
Uma estrela tão linda no céu!
Brilhando bem mais que as outras
Uma estrela tão linda no céu!
Oh! Brilhante estrela
Mostra-nos o Salvador!
Trazemos ouro, incenso,mirra
Numa oferta de amor.
 
Os Pastores
Em prados verdinhos, de noite a  velar
Pastores de ovelhas,ao  rebanho apascentar
Quando um anjo a mensagem anunciou
A Glória de Deus, sobre eles, brilhou!

Oh! Não temas! Boa nova, trago aqui!
É que hoje nasceu na cidade de Davi
Nosso Rei e Salvador que é Cristo,Senhor!
E um coro de anjos entoavam louvor!

Glória a Deus nas alturas!
Paz na terra a toda criatura
Glória a Deus nas alturas!
Paz na terra a quem Ele quer bem.
Final
Toda terra, proclame ao Senhor!
Reis dos reis, o Salvador!
Foi profetizado e aconteceu
Fomos transformados
Quando Ele nasceu.
Não somente em Dezembro
O cristão deverá lembrar
Todo dia é dia do Natal rememorar!

Esses versos foram compostos e musicados em partituras (à 3 vozes)para uma cantata de natal do coro jovem, Agnus ,da Primeira Presbiteriana de Bom Jesus do Itabapoana / RJ. em Setembro de 2006.

Martha Salim

 
MATUSALÉM DIAS DE MOURA
Vitória - Brasil

ALEGRIA DE NATAL
                                                                         
Não tenho uma alegria de Natal,
trazida lá dos tempos de criança,
a me sorrir os risos da lembrança,
agora, na velhice terminal.

Foi-me o Papai Noel um velho mal.
Sorrisos não me deu, nem esperança,
e mesmo nos dezembros de bonança
não trouxe o meu presente de Natal.

E todos os natais de minha infância
– perdida há muito tempo na distância –
Passei-os sem os mimos de Noel.

Hoje, ao ouvir o badalara do sino,
recordo aquele tempo de menino
a esperar esse velho tão cruel.

Matusalém Dias de Moura


MUNIQUE SIQUEIRA DE AZEVEDO
Cabo Frio - Brasil

A REALEZA DOS MAGOS

Seus olhos vaguearam na imensidão do céu;
 A procura de um brilho colossal...
Guardavam no peito sensações;
A calcular cronologia atemporal.

Entre olhares seguiram percurso.
Ponto norte a brilhar imenso...
Da jornada àquela cerimônia;
Levaram consigo o incenso.

Para honrar um recém-chegado;
Tal aquele que o puseram acima...
Fizeram deste, sacerdote;
E como oferta o levaram mirra.

Ao completarem seus destinos proeminentes;
Chegaram ao pé do nascedouro...
E com regalia digna de um rei;
Como presente lhe deram ouro.

Os três magos reinaram em seus ofícios.
Aos seus desígnios fizeram jus.
Contemplaram sua alteza real;
O nascido menino Jesus.

Munique Siqueira de Azevedo

NADILCE BEATRIZ
Brasil

FELIZ NATAL

Assim na Terra como no Céu
Tão delicado é o mundo
Tão frágil a vida
Tão imenso o nascimento!
Como entender o verbo
Se o silêncio dos mistérios
É tão grande?
Todos os anos, estes anos que passam
São trilhas de sabedoria
São como a luz na noite
São corações bem amados!
Como não sentir uma criança
Que se fez homem divino
Só para nos mostrar a eternidade?
Há uma data que sinaliza
Junto às estrelas infinitas
Junto ao imortal
Junto a tanta esperança!
Como não adorar
A manjedoura do Salvador
Que nos traz seu Natal como presente?
Feliz é a Noite da Revelação
Que faz os sinos ecoarem
Que cantam ‘Noite Feliz’
Que tantas vozes agradecem!
Teria Deus planejado
Uma felicidade futura
Quando os homens desejassem ‘FELIZ NATAL’?

Nadilce Beatriz


NEUSA MARILDA  MUCCI
Valinhos - (SP) Brasil
NATAL 2016

 Olhe!
Ali naquela curva do céu
vem vindo uma carruagem puxada por renas...
Viva!
Está chegando o Papai Noel. Que bom seria se ele trouxesse tudo o que cada um deseje.

Um pacote de verdadeiros sorrisos vindos da alma, leves e intermináveis nos lábios das criancinhas que nele acreditam piamente.

Que bom seria que ele trouxesse algumas toneladas de amor, repartindo a todos que dele precisam. Que ele trouxesse um grande carregamento de paz, salpicando-o sobre o planeta todo com a finalidade única: decretar o fim das guerras. Todas elas seriam extintas e os povos se abraçariam em irmandade.
 Junto a isso, que caíssem milhões de luzes de consciência sobre os governantes, passando-lhes com clareza bons rumos e honestidade na administração dos países usando os cargos que tem apenas em prol dos povos. Que em todos os corações nunca terminasse a magia da noite de Natal tornando-os sempre mais acolhedores e amorosos. Ah... Natal, uma festa de sentido alegre e que deixa uma certa nostalgia e até a reflexão: porque ter apenas um dia assim no calendário para que tudo se torne festivo e com ares de bondade entre os homens?

Ah... Natal, muitas vezes é uma festa triste e assim acontece porque a humanidade não se dá as mãos para todos cumprirem da melhor maneira possível o ensinamento: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo...

Utopia!

Natal é aniversário pelo nascimento de Jesus e que também traz a fantasia que num certo lugar, num ponto do mundo que é apenas magia existe um bondoso velhinho que só traz alegria.

Feliz Natal!

Neusa Marilda  Mucci

NIDIA VARGAS POTSCH
RIO DE JANEIRO - BRASIL

NATAL,
MEMÓRIA, LEMBRANÇAS, PRESERVAÇÃO!

Memórias de infância, lá se vão os natais...
Época de magia, encantamento, diversão.
Presépio armado, presentes doados, prazer!

As lembranças ficam a cutucar o Pensar
Corações apaziguados preservam o que existiu
Para as novas gerações compreenderem...

Família comemora a felicidade da união.

Natal, festa familiar de afinidades e jubilo!

@Mensageir@
Nidia Vargas Potsch
NOEME ROCHA DA SILVA
Riacho Fundo II (DF) Brasil
BAZAR NATAL BRAILLE

Bazar é bazar
Em outros lugares.
O Bazar Braille
Toma outros ares
No centro cultural.
É um verdadeiro baile
Dos cristãos no clima do Natal.
Bazar Braille é ponto de encontro
Dos amigos em plena comunhão.
Quem doa alguma coisa boa
Doa o melhor de si: o coração.
Quem visita nossa Casa
Não quer mais sair.
A conversa esconde o tempo.
Ninguém enxerga a chuva cair.
O vento é aquela música
Da biblioteca cheia de gente.
O Brasil passa por aqui.
O mundo suspira de repente
E se percebe em paz
No Bazar Braille da visão maior
No Bazar que a inclusão faz
No Bazar Braille da visão melhor
Natal feliz só Bazar Braille é capaz.

Noeme Rocha da Silva
ODENIR FERRO

Rio Claro (SP) Brasil

Em cada final de ano, sempre espero com grande prazer, emoção e satisfação pessoal, ser convidado pelo PORTAL CEN, para escrever versando sobre o Tema: NATAL!

Sempre procuro escrever, versando, narrando, através dos meus reflexivos sentimentos atuais, no nosso momento presente!


Onde, ano após ano, eu sempre me questiono: Onde se encontra Jesus, atuando dentro da nossa atual existência, dentro desta Global Contemporaneidade?!

Nós seres Humanos, atualmente estamos sendo – diretos ou indiretos -, muitíssimos competitivos, dentro dos nossos êxtases megalômanos ou egocêntricos, o que está nos deixando ser, ou levarmo-nos a sermos:

 superperigosos, principalmente para com o nosso Planeta Terra e todo o seu ecossistema ecológico, no qual dele e através dele, precisamos para vivermos.

 Inclusive incluindo, todas as espécies de vida: O nosso arquibilionário planeta terra está beirando o caos total! Precisamos fazer algo, para nos mobilizarmos, numa tentativa de revertermos estes processos...!

Mas, bem... Natal é Família! Qual é o nosso procedimento em relação a este tão importante laço afetivo?

Natal é Amor: Qual é a importância que estamos dando para este sentimento – que, muito embora, sendo tão subjetivo, é primordial, é vital – para o nosso prosseguir, em postura correta, pelos caminhos socioculturais do nosso viver?

Natal é Fé: Quais são as nossas crenças, na atualidade...?!

As nossas tão cada vez, e a cada vez mais, sempre mais, incríveis capacidades de comunicações virtuais, estão alcançando quaisquer pontos do Planeta...! E, em átimos de milésimos de segundos...!

E, qual é a capacidade de comunicação de valorizarmos o ser humano próximo de nós, que está do nosso lado... Você já deu um afago carinhoso? Você já deu aquele super abraço de urso, você já se deu...? Se dividiu? Compartilhou?

 OLHOU OLHOS NOS OLHOS? Soube ser submisso, compassivo, entendeu os dilemas e conflitos atuais do seu próximo? E, acima de tudo, CULTUOU A SUA HUMILDADE...?!

“A nossa capacidade de comunicação virtual está alcançando qualquer ponto do Planeta, em milionésimos de segundos, logo, logo, se tornará em átimos de milionésimos de segundos... Incrível, com a Cibernética, acontecendo por aí...!”

E qual é a nossa capacidade de valorizarmos o SERMOS HUMANOS, dentro de uns atos instintivos, tão naturais, inerentes a nós, herdados pelos nossos Ancestrais, arraigados aos instintivos valores de Nós...?!

E qual é a nossa capacidade de valorizarmos o ser humano que está do nosso lado, que podemos compartilharmo-nos, através das mais inumeráveis e belas emoções que estão concentradas dentro do nosso íntimo, para falarmos de Amor...?!

As Leis de Deus, lógico: são divinas! E, dentro da nossa atualidade?! Estamos nos espelhando em Quem, ou, no Quê?!... Aonde nos baseamos para nos contermo-nos, através de Regras Sociais, dentro das nossas “Leis Político-Socioculturais-Financeiras-Atuais...?!

“OS VALORES E ENSINAMENTOS DE JESUS SÃO IMACULADOS!”

Nós, seres humanos, estamos ficando – através de todos os contextos gerais, de todas as sociedades modernas, na qual estamos vivendo, – cada vez mais, e mais, e mais: MACULADOS!

Estamos devassos, entregues aos imediatismos, aos individualismos, ou senão, às culturas de grupinhos seletos tipos: “Ai, nós sim! Somos os máximos... E aí...

“rola tudo”... Menos a capacidade do SER!

Muitos, embora corroídos emocionalmente, buscam e rebuscam, dentro de si mesmos, uma zona de conforto, para confrontar-se com os outros grupos, outras cidades, outras culturas, outras Nações...!

Estamos em total desarmonia com a PAZ!

Estamos cultuando os desencantos gerados pelo ódio, pelo ócio do desprazer, estamos cada vez mais desacreditados de nós próprios, enquanto vamos desacreditando do nosso próximo. Estamos banalizando a essência primordial do Amor, da União, da Fé, da Paz!

Estamos produzindo e vivenciando valores inversos aos valores da cultura dos sentimentos, do respeito mútuo, do carisma, da camaradagem, da boa educação, enfim, de todos os valores éticos que compõem a nossa integridade moral, – para podermos demonstrar a nossa espiritualidade, a nossa bondade, a nossa boa índole, a nossa boa-fé.

Estamos profanos e inversos aos valores espirituais do verdadeiro Amor! O qual, é o Atemporal Verbo Espiritual, composto através da unicidade Universal constituída pelos Mistérios da Santíssima Trindade, que são: O Pai, O Filho e o Espírito Santo, num Só Corpo!

Todos os Dezembros contidos dentro de Todas as Eras que compuseram todas as realidades das Histórias Humanas, e de todos os animais e de todas as plantas, enfim, de todos os Reinos: Sagrados, consagrados ou não...!

Contiveram-se dentro das celebrações do Natal! Num todo diferente a cada ano passado, mostrando um Todo sempre igual: a nossa busca pela nossa Salvação, através do Amor do Menino Jesus! Natal é tempo de celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo: na atualidade, onde Ele se encontra, como Ele se apresenta, no meio de nós...!?

Onde é que Jesus está intercedendo, com o seu Séquito de Anjos e Santos, no nosso meio social, tão imediatista, tão conformista, tão desumano, cruel, explosivo, guerrilheiro e tão individualista?!

Jesus está podendo operar milagres na Humanidade atual, a qual, atualmente anda tão desumana...

Natal é tempo de busca de renovação espiritual! Tempo de reavaliarmos os nossos conceitos, as nossas emoções ou a falta delas... é tempo de cultuarmos as reflexões mais íntimas, dos nossos instintos espirituais...

Às vezes, paro para pensar em como está se processando, se procedendo, nas crianças da atualidade, as culturas do Natal; dentro das nossas culturas, as quais estão tão diversas e tão imediatas, e, tão descartáveis, e, tantas vezes tão alienadas aos vínculos, que nos distanciam uns dos outros, ao invés de nos unirmos, nos aproximarmos, dentro do que, deveria ser o ideal...

Lembro-me dos natais da minha infância: todos os anos eu montava o Presépio, na casa da minha avó materna. Minha saudosa vovó Amélia, que Deus a tenha!

No pomar da casa da minha avó, tinha a mangueira com parte em flor e outra parte carregada de mangas, quando chegava o mês de dezembro. Tinha o pé de sabugueiro com flores brancas, além do pé de pêssego carregado de flores rosas, além de flores diversas, como roseiras, hortênsias, e uma infinidade de verduras e pés de goiaba e bananeiras, pés de milho, e, até um pé de caqui e um pé de maçã, tinha na horta, além de muitos pés de mamão e abacaxis.

Minha avó tinha um quarto de despensa e era ali que eu montava o presépio: o lago era feito com um espelho. A terra era feita com a serragem. E, em volta do lago, eu o cercava com areia, pedregulhos, e limbo verde extraídos dos pés das laranjeiras. Enfeitava, também, grandes partes da serragem, com as flores de sabugueiro. Na manjedoura ficava o menino Jesus, com Maria e José... E, tinham os Reis Magos, tinham os carneiros, tinha o flautista, tinha o Anjo da Anunciação!

Tudo era muito lindo, tudo envolto num clima de paz sublime!

Os dias de dezembro eram iluminados...

As pessoas se preparavam, à espera da chegada do Natal, e, depois, o Ano Novo...

Feliz 1960, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69,... Felizes obscuros anos 70...!

Pretendo deixar aqui, o Registro de uma das minhas músicas, a qual eu a escrevi no ano de 2005!

III FEST VOC FESTIVAL VOCACIONAL 2005

Tema: Igreja, Povo de Deus a Serviço da Vida
Lema: Ide também vós para a minha vinha (Mt 20,4)
Título da Música: SOMAMOS NOSSO AMOR EM DEUS
Compositor: Odenir Ferro
Style: 098 Piano Arppegio
Tempo:
Song:
Duração da Música:
INTRODUÇÃO:  G D Em D D7 (só no cavaquinho)
G D Em D D7 (violão e cavaquinho)

                   G               D                                                                          
Eu posso crer, eternamente eu posso crer                        1ª passada só as meninas
                 Em                                  D
Na rica força, da presença desse Amor!
              G                      D
De coração, de corpo e alma posso crer                           2ª passada todos
                       Em                               D....  1ª Vez
No amor, na vida, na presença do Senhor!
                                                            G.... 2ª Vez
Repique batuque
              Bb              F
Posso sentir, de coração posso sentir,
               Gm                                   Bb
Nas maravilhas, das bênçãos do Senhor!
                    Bb               F
Ninguém jamais pode dizer só por dizer
                       Gm
Que um dia enfim, no seu caminho,
                                               F
Venceu espinhos de dor e solidão
              Gm                                  F
Sem a ajuda do nosso Deus de Amor!
          Gm                                    F
Na divina proteção do nosso Criador,           F7 Só percussão
(Na segunda passada vir até aqui, 2 vezes)

               Bb                   F
Somos razão, somos canção de emoção,        REFRÃO
               Gm                                    F7
Somos Igreja, somos um povo de Deus!
           Bb                       F7
De coração, somos palavras,
       Bb                                  F
Somamos nosso amor em Deus!
                   G
Eu posso crer... (somente uma voz feminina e piano)

Nesta disparidade social em que estamos vivendo, onde a tecnologia está tão aprimorada, onde a Era Cibernética começa a substituir até os mais nobres anseios humanos:

As potencias mundiais, as divisões sociais, cada vez mais tão acirradas, a pobreza, a fome, as epidemias, as devastações, os desmatamentos das florestas, a poluição ambiental, a criminalidade, o trânsito – tudo são fatores produzidos por nós: seres humanos!

Nós somos os maiores seres conflitantes que habitamos neste Planeta! Somos destrutivos, – creio eu, e, penso que um dos fatores que ocasiona este nosso estado de ser, – deve-se pelo fato de sermos, ou de termos inerente a nós, uma natureza extremamente egoísta. Não cultivamos o altruísmo e sim o egocentrismo.

A importância da Celebração do Natal, está principalmente no fato de podermos reavaliarmo-nos, dentro dos nossos valores espirituais; numa procura de nos reorganizarmo-nos, e ganharmos novas energias para conduzirmo-nos, – perante o viver, – numa renovada esperança, numa revigorante paz, numa nova atribuição, ao cultivo dos verdadeiros laços fraternais de Amizade.

Natal está ligado aos laços de Família.

Natal está marcado pelo glamour da beleza poética do nascimento, do despertamento para a beleza da vida!

Natal é tempo de esperança, de acreditarmos na Paz e na União entre todos os Povos!

E, muito embora, apesar de tudo: Natal é tempo de reacendermos a chama do Amor entre nós. É tempo de nos reconciliarmos com os nossos verdadeiros sentimentos e valores humanos.

É tempo de amarmos as nossas condições existenciais humanas, tão falíveis, e, tão limitadas! Mas, acima de tudo, acreditarmos na Imortalidade Espiritual da Vida, crendo nos princípios da Divindade, e vivendo a Fé, através das promessas deixadas por Jesus, nosso Mestre, condutor da Vida Eterna!

Natal é tempo de sentirmos e vivenciarmos o Sublime da Vida! A beleza encantadora das músicas celestiais, dos cantos gregorianos, das guirlandas, das velas, das luzes de natal, das belezas carismáticas e transcendentais das árvores de natal!

Acreditarmos na Árvore da Vida, na Genealogia, na nossa história de vida pessoal, ao refletirmos no porque estamos aqui...

Eu tenho a certeza plena, de que: nós não somos os donos de nada, e, muito menos de alguém...! Inclusive até, de nós mesmos...! Talvez, seja por este motivo que idealizamos e construímos, nas diversificadas e, nas mais variadas formas de poder e de ter, o nosso espiritual e corporal ir, procurando ignorarmos o quanto possível for, o nosso estado espiritual de ser. Cultuamos o corpo, saboreamos os prazeres da vida, e, vivenciamos o belo! Pois sabemos, instintivamente, que nada nos pertence!

Nem mesmo as essências divinais da nossa alma, que ampara o nosso espírito, dentro do corpo de nós mesmos! Aliás, nada nos pertence... Nem mesmo o nosso Espírito!

Nem os nossos estágios de vida individual, dentro do nosso histórico pessoal, ou compartilhado por quem quer que seja... Nem mesmo os nossos atos bons ou ruins, pecaminosos ou não, amorosos ou não...

Nada nos pertence! Tudo é efêmero e passageiro... Dentro desta realidade fatídica e poética, e, sublime... A qual, por ser tão misteriosa, é misteriosa:

 Dentro deste todo que é Eternamente Divino!

Feliz Natal a todos!

Odenir Ferro
 http://www.odenirferrocaminhopelasestrelas.blogspot.com  

RAQUEL GASTALDI
Brasil

VAGALUMES

Anunciam a chegada
Do natal.
Pequeníssimos pontos de luz,
Iluminando os céus,
E a imaginação da criançada.
Acendendo esperança em
Todos os corações.
Sinal da noite mágica,
Onde a ceia é especial,
O canto divinal.
O brilho da arvore de natal,
Realçando todos os
Embrulhos coloridos
Ali deixados pelo tão
Esperado bom velhinho.
Tempos de paz
E harmonia,
Na comemoração
Do nascimento do
Grande Guia.

Raquel Gastaldi

RAYMUNDO DE SALLES BRASIL
Brasil

FESTEJOS DO NATAL

Ouvir-se-ão foguetes mundo a fora,
Os fogos vão brilhar de ponta a ponta,
A fartura na mesa nem se conta,
O Natal de Jesus se comemora.
Bebe-se muito e de cabeça tonta,
Festeja-se o Natal de Cristo, embora,
Pouco se dê valor ao que Ele aponta,
E a mensagem de luz que dele aflora.
Dá-se presente e se deseja paz,
Feliz Natal é proclamado a esmo,
Embora às vezes dentro de si mesmo,
Muita gente precisa saber mais
Sobre quem se festeja nesse dia,
Por que Ele veio ao mundo e o que queria.

Raymundo de Salles Brasil


RENÃ LEITE CORRÊA PONTES
Rio Branco - Amazônia Brasileira - Brazil

NATAL

Santa Bíblia de Deus, livro imponente,
levai neste natal, por caridade,
a fé, a consciência e a humildade,
a todo coração, do amor carente.

Lembrai que Deus amou a humanidade,
e deu ao pobre mundo, de presente,
exemplo de humildade onipotente,
a bem que o mundo fosse de igualdade.
       
Dizei que é natal entre os cristãos,
mas que além disto... Todos são irmãos!
porque nascemos deste amor profundo.

Pedi ao mundo guerrilheiro a paz,
dizei que os céus já não suportam mais
tanta injustiça neste aflito mundo.

Renã Leite Corrêa Pontes


RENATA BARCELLOS
Rio de Janeiro - Brasil

NATAL NA REAL

Na real, o Natal no mundo atual
Não há nada de sensacional.
O povo está passando mal
Por falta de teor nutricional

Comemorar o quê?
Como assim?
A mídia transmite uma imagem da data comemorativa
Com mesa farta
Mas lá tudo falta!!!
Rabanada??? Que nada!!
Bolinho de bacanhau??? Nem pensar!!!
Além de tudo faz mal ao colesterol!!!
O que fazer?

Contas são preciso pagar
Para a luz não cortar
E o proprietário do imóvel não nos despejar.
Natal assim não dá!!!

Povo sofrido pelas agruras do ano todo.

Ainda quando se aproxima esta data
Fica mais indignado, irritado
Com as cobranças de ornamentação,
Com a alimentação...
Aí, meu irmão, assim não tem como não!!!
Natal da ostentação não é para o povo brasileiro não!!!

¨¨¨¨¨¨

JÁ É NATAL!!!

Natal, época de confraternização
Natal de solidariedade
Natal de fraternidade
Não importa a idade
Natal emana a bondade.

No Natal, o maior presente é o do coração
Natal da reflexão
Natal da compaixão
De repensar a cada dia a ação
E de ser humilde para pedir perdão.

Como o Natal não há nada igual
Os sinos tocam
As luzes piscam
A árvore ilumina toda a sala
Os presentes ao redor
O que mais esperar?
Afinal, já é Natal!!!
Aproveite!!!

Renata Barcellos


RITA DE CÁSSIA CÔGO
Guaçuí (ES) - Brasil

O DUELO DO NATAL

O que é o Natal?
Uma oportunidade  de ganhar um dinheirinho extra.
É um dia para dar e ganhar presente.
É um dia para comer  coisas gostosas.
É um dia para passar com os parentes e amigos.

É um dia nostálgico.
É um dia para beber todas.
É um  dia para ligar  pisca-pisca,
Montar presépio e colocar na porta
 Guirlanda e o Papai Noel.
É o dia do amigo oculto.

O que é o Natal?
Uma festa cristã.
É a comemoração do nascimento de Jesus.
É o dia de ir à igreja.

É tempo de paz, amor, alegria e prosperidade.
É tempo de sermos generosos e caridosos.
É tempo de perdão.
É tempo de reflexão.

É um duelo entre ser humano
Ou desumano materialista e cristão.
Dê acreditar ou não
no nascimento de Cristo e na ressurreição.
                          
Rita de Cássia Côgo
ROZELENE FURTADO DE LIMA
Teresópolis (RJ) Brasil

A ESTRELA GUIA

Na humildade do meu coração
Pudesse ter um berço e chão
Para Maria poder descansar
E no silêncio da minh’alma repousar
Para o Salvador ter seu nascimento
Lugar proibido de servir sofrimento
E  chegar o lindo bebezinho profetizado
Mas foi na manjedoura, onde come o gado
Montou-se o bercinho de Jesus de Nazaré
Na terra chegou o filho de Deus  e de José
E veio à luz o Menino Salvador
José o pai terreno protegeu Maria com amor
Com a Sagrada Família festeja-se o Natal
A  Estrela Guia iluminada deu o sinal
ELE nasceu, a profecia se cumpriu!
E a terra por um manto de amor e paz se cobriu
A humanidade foi liberta, é o Caminho de Luz
Chegou para nos salvar “o menino Jesus”
Coroando a aceitação e bondade de José e Maria
Peço que cada coração faça-se berço de fé e alegria.

Rozelene Furtado de Lima

ROBERTO RODRIGUES DE MENEZES
Florianópolis (SC) Brasil

O PRIMEIRO NATAL

1. Anunciação

Gabriel desceu a terra,
dirigiu-se a Nazaré.
Foi transmitir a mensagem
cheia de amor e de fé.
─ Maria, que Deus te guarde.
Bendita, de graça plena.
A mão de Deus é contigo,
flor de pureza, açucena.
Conceberás o Messias.
Bendito será teu ventre,
pois teu filho, filho é
do Deus todo onipotente.
Seu reino não terá fim;
durará eternamente.
─ Mas como, falou a Virgem,
se não conheço varão?
─ Maria, não tenhas medo,
santa é tua missão.
Deus te fará conceber
por obra do Santo Espírito.
Esta é tua vocação.
Maria rezou assim:
─ Se Deus o quer, que se faça.
Que Ele disponha de mim
de acordo com sua graça.
O anjo se foi ligeiro,
dera o aviso altaneiro,
sua missão deu por fim.

2. O sim
Maria
confirma,
reafirma
ao anjo
seu sim.
Aceita
ser mãe
                                            do Messias,                                        
entrega
sem fim.
Toda santa,
virgem pura,
as agruras
                           ela sente                        
que virão.
Mas aceita,
não rejeita
e se entrega
à sua nobre
Conceição.

3. O encontro
Depois viaja
a mãe do céu
para o encontro
com Isabel.
                      Esta compreende,             
se rejubila.
O sol rutila
                      no seu dossel.                 
Maria, és bendita
entre as mães da terra.
É Santo o que habita
teu ventre sem par.
Bendito este ventre
que o fruto protege.
Isabel percebe
Jesus em seu lar.

4. O nascimento
Mas quando o nobre José,
esposo da Virgem vem
de Nazaré a Belém
para o recenseamento,
chega às terras da Judeia
e procura hospedaria
para confortar Maria,
mas só consegue o relento.

Santo esposo procura em Belém
um lugar que proteja Maria.
Logo adentra numa estrebaria,
onde ficam pastores também.
E ali o Senhor do universo,
numa noite de inverno, tão fria,
vem à vida através de Maria.
Anjos cantam os mais lindos versos.

Pastores, na noite, vigiam o rebanho
em quieta vigília, da noite no meio.
Refulge no céu esplendor fulgurante:
um anjo divino, que da glória veio.

Embora os pastores se quedem aterrados,
o anjo lhes pede confiança e fervor,
pois traz boa nova de paz e alegria.
Nasceu em Belém da terra o Salvador.

E todos os anjos em coro louvavam:
Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens de boa vontade.

Em faixas envolto, numa manjedoura,
encontram os pastores divina criança.
Inclinam a cabeça e rezam radiantes.
Do povo de Deus renascia a esperança.

Retornam ao rebanho os simples pastores,
a Deus dando glórias, cheios de emoção.
Maria, quieta, todos os louvores,
guardava humilde no seu coração.

 5. Canto de Reis
Três magos vêm do oriente,
adentram em Jerusalém.
O rei Herodes indaga:
por que irão a Belém?

Os magos seguiram a estrela
que a Judeia apontou.
Param em Belém e descobrem
que sua busca acabou.

Incenso e mirra oferecem,
ouro das terras do além.
Inclinam a fronte, pois sabem
que o Rei nasceu em Belém.

Não és a menor das terras,
não és, Belém de Judá.
Porque de ti vem o Rei
que o mundo governará.

Os reis magos a Herodes não retornam,
pois um sonho lhes exorta não voltar.
O rei ímpio teme a perda de seu trono.
Insensato, o menino quer matar.

Determina sejam mortas as crianças
de Belém, infamante veredito.
Desce um anjo e José é avisado.
Com o Filho e sua mãe foge ao Egito.

Enfim, cessa o perigo e a família
retorna a Nazaré com destemor.
Assim, se vê cumprida a profecia
que chama Nazareno o Redentor.

Grande abraço a todos e antecipadamente um feliz Natal.

Roberto Rodrigues de Menezes



RONILDO DIVINO DE MENEZES
Brasília (DF) Brasil

NATAL

Há anos, uma infinidade
Com intensidade, laborou
Para criar um mundo e criou
Preciso
Todo imenso, um universo
Para teus filhos o paraíso
Da tua criação imerso
Expressão da tua bondade
Deu asas a liberdade
As aves o ar povoou
Domou as feras
Por eras e eras
O mundo sonhou
Até que transfigurada
A besta iludiu
À verdade aviltada
O éden sucumbiu
A tempestade de sul a norte
Após genocídio de morte
De Sodoma a Gomorra
Virou a Terra um bordel
A humanidade galgou a Torre de Babel
Quis suplantar o próprio céu
Mas haveria perdão
Para toda devassidão
Brilhou no oriente
Um astro incandescente
Apontando a nova direção
O escudo da salvação
Sem medo nem açoite, alegrem
Festejem esta noite
A profecia cumprida
Este momento colossal
A mensagem de toda a vida
É Natal, é Natal!

Ronildo Divino de Menezes
SIDNEI PIEDADE
Brasil

Jesus, Maria e José... Sagrada família de Nazaré, no céu brilhou a estrela cadente anunciando o nascimento do menino Jesus... A partir desse momento, festejem porque somos uma só família. Junte  seus amigos e comemorem, não esperem o Natal para desejarem amor, carinho e paz..., chorem... Cantem e riam, vivam a vida e comemorem... Pois todo dia é Natal. Celebrem a partilha ajudando as pessoas excluídas. E as crianças abandonadas, para não serem as próximas vítimas de afeto e palavras de conforto. Pensem positivo e tenham fé em seus objetivos, rezem por dias melhores... Humanidade e família... Ela é o alicerce do lar. Rogo para que o amor esteja sempre em nossos corações... Pois todo dia é Natal.

Sidnei Piedade

SONIA NOGUEIRA
Brasil

NATAL 2016

Quando pensamos nas festas  natalinas lembramos o nascimento do Jesus Menino. Há 2016 anos o calendário nos reporta ao que a história registra: a família composta por São José, Maria, a mãe de Jesus; e o menino em uma manjedoura de palhas, com o aconchego dos animais, por se tratava de um estábulo.

O pequeno mundo era dominado por reis, imperadoras, que dominavam os povos, destruíam cidades para estender seus domínios, em consequência muitas viúvas, órfãos, fome, miséria, escravidão aos derrotados. A religião era politeísta, creditada por vários deuses.

Foi nesse clima de dominação sobre os povos que nasceu Jesus Cristo. Aos trinta e três anos condenado a morte. Os apóstolos, seus seguidores e discípulos, sob a proteção da fé, iniciaram de modo oculto, a divulgação da nova religião, o cristianismo. Foram perseguidos pelos poderosos, pelos incrédulos e muitos foram sacrificados em nome da nova descoberta. Um Deus único.

A igreja atravessou muitos desafios. Somente no ano 313, houve a tolerância religiosa, pelo Edito de Milão e em 325 no Concílio de Nicéia, o Cristianismo foi oficializado  e espalhou-se por todas as civilizações. A história registra muitos conflitos, perdas e  glórias.

Assistimos hoje em plano século XXI, da era cristã, sem citar os povos antigos, que o mundo evolui na medicina, tecnologia, era espacial, costumes diversos, liberdades sem limites. Mas o ser humano em seu estado interior preserva-se intacto. O poder sobre os povos, a ganância, a falta de amor. O EU fala mais alto. Preparam homens para a guerra, matam os  inocentes, a história se repete: viúvas, órfãos, fome, miséria, escravidão aos derrotados com disfarces  estratégicos.

Jesus continua na manjedoura dos aflitos. A luta constante dos seus representantes e seguidores continua sem cansaço, tentando plantar no coração de cada cristão a amizade, a força que emana do alto. Ninguém obterá tranquilidade ou as nações jamais terão sossego se a fraternidade entre as nações não for regada em cada coração com o amor, a justiça, a fraternidade, a paz.

Em cada Natal há tanta beleza, festejos, luzes, sorrisos e encontros entre amigos e familiares. A vida, porém segue seu rumo com os mesmos defeitos, raros consertos, novos Jesus nascendo em cada lar à espera de um mundo melhor, onde braços se abracem em uma corrente universal de paz.

Amém.



SUELI DO ESPÍRITO SANTO
São Paulo, Brasil

NESTE NATAL

Que nossos corações sejam tocados
por todos os ensinamentos divinos
para que quando tocarem os sinos
não haja tantos seres desesperados.

Que se fortaleça nossa fraternidade
para conquistarmos mais harmonia
irmanados em uma mesma sintonia
para que a paz passe a ser Verdade.

Sueli do Espírito Santo 

 
VALDIRA FERREIRA
Taguatinga (DF) Brasil

EPIFANIA

Então!
Que luz estamos seguindo?
Pois no mundo de hoje temos
Várias cores de luz
E,  geralmente,  elas aparecem
Diante das adversidades
E cada uma brilha mais que a outra
E uma pergunta fica no ar
Para onde levar-me-á  essa Luz?
Existe um lugar?
E na dúvida...
Que possamos fazer como os três Reis Magos
Aqueles que caminharam rumo à visitação
E entregaram mirra, incenso e presentes para Jesus
A Cristo Jesus!
Que possamos convidar para a nossa vivência
O batismo desse reinado
E que nos momentos de turbulência
Possamos parar e pensar que existe a divindade
A humanidade!
Que na criação aconteceu a manifestação do sagrado
E ao celebrar com esse Cristo a Epifania
A partilha desse algo novo
Desse próprio amor para conosco!
Possamos ser iluminados com
A luz do menino Jesus!
O feixe de luz que nos conduz!

Valdira Ferreira


VALERIA GURGEL
Brasil

 “QUANDO E SEMPRE É NATAL"

É Natal!
Quando e sempre miramos as
estrelas e elas nos despertam e
faz refletir com um brilho a nos guiar.
É como um chamado divino...
E o menino renasce!

É Natal!
No berço de sua manjedoura, tão
simples e acolhedora, ali ele está
E nos revela a cada dia, que a
vida tem sempre o coração
aberto e sempre está a nos abraçar
Ainda que faça frio, ou que
tememos o desconhecido, entre
inúmeros desafios, a natureza
acalenta, quando o véu azul de
nossa mãe embala a inocência
viva que habita em nossa
criança.

É Natal!
Sempre que a magia do amor
nos alcance e pelo coração vem
nos visitar
E o corpo se faz pinheiro já sem
a neve branca do ressentimento,
mas colorido, aquecido e vivo
com o calor reluzente e cintilante
da humildade transparente e do
perdão verdejante!

É Natal!
Quando e sempre os presentes
que doo e recebo são como
anjos de luz
Numa bela alegria que
resplandece e irradia
o eterno exemplo que nos
conduz ao nosso querido
mestre Jesus.

Valéria Gurgel


VALTER RODRIGUES MOTA
Taubaté (SP) Brasil

NATAL

Dezembro, vinte e cinco, nascimento
Histórico do Cristo Salvador.
Nasceu para ensinar, ser o mentor
Do verdadeiro amor. Marco do advento!
Cabe a cada um aprender, é o momento
De compreender, amar o Redentor
Para melhor viver... mesmo na dor.
Porque não faltará nosso alimento.
Aprendendo a lição, a caridade
Brota no coração, para ajudar
A convivermos em fraternidade.
O filho de Deus veio para salvar...
Mas, ensinando uma simples verdade:
Precisamos amar e trabalhar!

No Natal da minha vida
Passarei em oração.
Pedindo a Jesus comida
Para o próximo sem pão.

Valter Rodrigues Mota


VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO
Salvador (BA) Brasil.

NATAL

Eu era uma criança normal: eu gostava de brincar com outras crianças,   gostava de bolinhos salgados,   esperava o natal,  só para ganhar presentes.  Antes tinha a ceia,  arroz temperado,  galinha,  uma salada de verduras,  o peru nunca foi para nossa mesa.

Meu pai com sua voz empostada, contava histórias para fazer dormir.   Na noite de Natal, ao deitar o sol, meu pai contava várias histórias, nada do sono nos vencer,  minha mãe vinha de mansinho: "Vamos crianças durmam, o Papai Noel vai deixar em baixo de suas redes, presentes".  A infância é um pedaço adormecido,  o resto foi modificado com a indústria.

Lembro-me que era muito curiosa,  queria saber quem era e abraçar o Papai Noel.

E, minha mãe falava baixinho,  vão dormir,  criança dorme cedo,  o bom velhinho vai fazer uma boa surpresa.

Eu não aceitava, desconfiava, ficava de olhos abertos, recomenda para minha irmã Hermengarda ficar acordada, caso eu dormisse para finalmente conhecer e, receber o nosso presente do velhinho que amava crianças.

Meu pai esperava que o sono nos vencesse, colocava os humildes presentes,  geralmente bonecas,  cada boneca tinha seu brilho.

A realidade só foi descortinada ao ficar uma mocinha,  minha mãe revelou em poucas palavras que o Papa Noel,  era,  sempre foi o nosso pai Francisco das Chagas.

Hoje, esta magia foi apagada com a indústria, como sempre lucrando, colocando nas lojas, homens de cabelos,  barbas brancas, vestidos de vermelho, como a Coca Cola gota para venderem, ficarem com uma boa fatia do dinheiro de fárias, décimo. O natal é uma festa que vem perdendo o significado, até do nascimento do Menino Jesus.

Varenka de Fátima Araújo


VILMA MATOS PEIXOTO
Fortaleza (CE) Brasil

NATAL

Natal é festa e em todo o mundo
A solidariedade se manifesta
Modificando o comportamento humano.

Cristo deu exemplos
Ensinou aos seus discípulos
Amarem uns aos outros
Da forma que ele nos amou

Temos origem divina
Frutos da perfeição
Que de Deus se origina
Para coroar a criação.

Por sermos filhos de Deus
Somos irmãos de Jesus
E temos também, em nossas mãos...
O peso da cruz.

O pai não hesitou
Em mandar seu filho querido
Que apesar de tão sofrido
Nos deixou paz e amor!

Motivada a crer
Num Deus que se fez presente
passemos agora a nos encantar
Porque somos da mesma semente.

Vilma Matos Peixoto
WILSON DE OLIVEIRA JASA

BOAS FESTAS

Boas Festas eu desejo,
para todos no Universo;
pois a Paz que planto e vejo,
vou deixando em cada Verso.

Wilson de Oliveira Jasa


YNA BETA
          Brasil

        NATAL

Enquanto os sinos repicam,
Os cristãos oram suplicando amor.
É Natal, festa a que todos se dedicam
Rezando pela paz com muito fervor.

É Natal...  Sinto tanta saudade
Dos tempos idos de criança.
Papai Noel e presentes de verdade!
Como me enchiam de tanta esperança...

Hoje, a história é bem diferente,
Sem chaminé, sem presentes e emoção.
Pouco amor... Humanidade indiferente.
Restou apenas à lembrança no meu coração...

Yna Beta


ZzCOUTO
Rio de Janeiro - Brasil

NATAL DE JESUS!

Jesus, em seu eterno amor,
nos criou à Sua imagem e semelhança,
assim, temos uma origem humana e divina.
Vivemos e existimos no tempo, mas o sonho
e a vocação maior é a eternidade.

Entretanto, Jesus ontem, hoje e sempre,
espera pela disponibilidade de cada um de nós.
Espera ser acolhido em nossa vida,
família e sociedade, como espera ser reconhecido
em todas as pessoas que sofrem necessidades
materiais e espirituais.

Particularmente espera ser acolhido na presença
das milhões de crianças abandonadas pelo mundo.
É sempre bom saber e lembrar que a celebração
do verdadeiro Natal pede a abertura
e o acolhimento de Deus e dos irmãos.

A cada um e a todos, bem como seus
familiares, um Feliz e Santo Natal
e um abençoado Ano Novo.

¨¨¨¨¨¨
NATAL DA MEDITAÇÃO!

A vida é a poesia dos que sabem amar,
dos que sabem meditar.
Quando sentimos a brandura
e a singeleza de uma criança que desfaz
os planos mais hediondos dos malvados
e desarma os adultos escondidos em seus
refúgios por causa de sua hipocrisia,
ela nos faz lembrar:
 “Deus é a ternura".
E, naquela criança ou adulto que padece,
ele está ali, sofrendo também.

A criança oferece uma flor em troca de
uma arma que só provoca dor... E a vida parece
frágil como a flor, porém, o homem inventa
e fabrica novas armas, e Deus fortalece a flor; a flor que
tudo embeleza e silenciosamente mostra-nos
 a beleza e a grandeza do amor de Deus.
Se calarmos diante do irmão carente e nada
fizermos para a vida dele melhorar,
provavelmente não aprenderemos a amar a vida,
o que nos leva a meditar...
O que adianta chorar?

Não esqueçamos que Deus nos faz lembrar,
que Seu Amado Filho Jesus nos ensinou a repartir.
Não deixemos que alguém sonhe sozinho,

porque ninguém poderá conter a força
que brota da união.
E meu sonho é que um dia, os muros e
os palácios caiam para que a vida então triunfe,
com a união de todos e Jesus no coração...

"Eu vim para que todos tenham vida"!
(Palavras de Jesus)
E essa profecia, um dia se realizará!
Vamos ter Fé, neste Natal e sempre!

Feliz Natal!

ZzCouto

3 comentários:

  1. Parabéns Pra toda equipe! É um trabalho glorioso... Amei...

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  2. Belíssimo trabalho! agradeço ao Carlos e aos demais que contribuíram.
    Que este seja um Natal de mais amor e solidariedade. que O Menino Jesus inspire a humanidade.

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  3. Maravilhoso, parabéns a todos.

    José Carlos de Arruda.

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